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9.28.2025

Tk85 - o pequeno notável

Nestes longos anos de colecionismo eu já joguei de (quase) tudo que pensar.

Fato que ao longo da jornada vamos experimentando vários tipos de consoles e plataformas para sempre encontrar novos jogos e explorar ideias diferentes.

Faz alguma anos que comecei aprofundar nos computadores pessoais além IBM PC. Culpa disso com certeza vem do MSX, paixão imediata no início do colecionismo quando eu adquiri um Expert DDPlus numa feira por 50 reais que depois de um bom tempo consegui um teclado e pude enfim jogar alguns games interessantes.

Mas foi com um HotBit, que um grande amigo de meu, na caixa, que eu pude mesmo curtir muitos jogos. Quem sabe o MSX fique para outro post pois tem muito o que contar.

Voltando aos PCs pessoais... Depois de ter curtido tanto os consoles, portáteis e arcades, os computadores são uma fonte quase infinita de jogos perdidos no tempo.

Do lado japonês, do qual explorei primeiro, temos além do MSX, o famigerado X68000, da qual montei uma réplica, FM Towns, NEC PC-88 e PC-98, Sharp X1 e Fujitsu FM-7. Berços de grande jogos e softhouses que trouxeram clássicos como Ys, Shin Megami Tensei, Thunder Force e muitos outros. Além de jogos obscuros que ficaram presos neles.

Mas depois de ter desbravado esses mares orientais chegou a hora de ver o que os ocidentais me reservava. Eis que então com um Raspberry Pi 3+ na mão eu vejo a possibilidade de experimentar Commodore Amiga de uma forma bem prática e competente com o Amibian, um projeto voltado para ter um sistema dedicado a este maravilhoso PC.
Video: https://youtu.be/j_hcdnzvFoo


Depois de montado e até mesmo ter feito um case personalizado acho outro projeto, Rastari, que por sua vez emula o Atari ST, porém para o RPi3 este não fica tão bom, tendo alguns slowdowns e prejudicando a experiência.

Por fim, olhando melhor os 8 bits, os maiores expoentes sem dúvida é o ZX Spectrum e o Commodore 64. E não é que foi logo o mais simples que me arrematou?
ZX Spectrum com toda sua simplicidade, som em PSG e cores caóticas me chamou muito mais atenção que o sofisticado C64 e seu SID de belas composições.

Descobri um projeto que usando um Raspberry Pi Pico você monta um totalmente funcional e que dá o feeling do original com uns extraa bem interessantes.

Foi então que olhando o Facebook Marketplace, encontrei dois TK85 a venda. Nunca me despertou interesse porque era simples demais, muito limitado e sem graça. Mas pensei em comprar para fazer um ZX Spectrum usando a carcaça dele.
Foto que o vendedor me enviou mostrando os TKs e que tinha a fonte original


Da pessoa que comprei acabei fechando um ZX Spectrum Plus na esperança de consertar ele mas estava bem deteriorado é longe da minha capacidade (que não é grande) de consertar ele.

Membrana destruída, placa oxidada, fios soltos, ou seja, muito trabalho para descobrir.

E lá estava os dois TKs. Um com teclado inteiro mas sem funcionar e o outro com teclado detonado mas ligando.

Aí foi fácil, faz dois virar um, e foi o que eu fiz. Logo então fui pesquisar o que era o TK85 e saber quais jogos tinha pra ele.
Rodando 3D Monster Maze por áudio usando um Tablet com o app ZXTape.

E foi arrebatador, apaixonei pelo pequeno notável. Saber que ele é um upgrade do incrível ZX81 e similar ao Timex Sinclair 1500 me deixou bem interessado. Era um antecessor ao ZX Spectrum e isso me acendeu uma chama.

A simplicidade é o forte aqui. Programadores precisavam usar Assembly para extrair o máximo da máquina com gráficos simples, muitas vezes usando os tiles padrões com as letras para dar o ar da graça e isso me encanta muito.

Então eu resolvi melhorar o máximo que dá dele e curtir bastante esse PC que assim como o contemporâneo Spectrume conquistou.

Hoje consegui arrumar o segundo, aquele que tava com alguns problemas. Agora tem teclado funcional e apesar da tela escura também roda jogos como um guerreiro de mais de 40 anos.

O segundo TK85, tela escura mas funcional

Os dois TK85. Um com teclado novo e o outro com o antigo e membrana superior.


Devo postar mais sobre o TK85 nos próximos dias, para expor minhas descobertas e peripécias para consertar ambos.

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