A mídia é até simples, disquete de dupla densidade, o famoso DD, que basta você tapar o furo de um disquete HD de 1,44MB e tá resolvido. Mas a um bom tempo atrás já tinha lido que a formatação de um disquete de Amiga é diferente dos IBM PC e pra gravar não seria nada simples.
De início meu intuito era sim usar disquetes. Eu encontrei uma pessoa vendendo caixas de disquetes baratas e comprei o lote todo dele, 90 disquetes no total, então eu tava carregado e preparado para a empreitada. O duro é só descobrir como fazer...
De início logo me desanimou. Eu precisaria de um Greaseweazle. Um equipamento nada barato que consegue ler e gravar qualquer coisa de disquete, bom para entusiastas, nada bom pra eu que quero só gravar alguns jogos.
Um dos muitos modelos do Greaseweazle
Site: LINK
Então eu fui fuçando mais e encontrei um projeto simples e eficaz chamado DrawBridge.
Uma das formas do DrawBridge já pronto
Site: LINK
Muito simples de montar. Um Arduino, um Serial RS232 para USB, energia 5V e pronto, só ligar um drive de disquete e sucesso. Bem, como sou eu claro que não foi assim que ocorreu...
Antes mesmo de chegar o Amiga eu já tinha pesquisado e olha só, tinha todas as peças, só precisava de empenho em montar.
O esquema que encontrei em um vídeo montando o DrawBridge porque no site oficial não tem mais.
Mas aí que começou a dor de cabeça, não tem versão pra Linux, ponto bem negativo aí. Mesmo usando o WINE o programa inicia mas não encontra nada de porta serial. Talvez fazendo um bypass no Linux resolvesse mas a coisa tem que ser prática e não cansativa. Peguei o notebook da esposa pra testar.
Hora conectava, hora não e quando conectava dava problema de gravação.
Tentei de tudo, li, reli, conferi os fios e nada. Isso 1 da manhã no meio da semana. Desisti.
E desisti mesmo, nem quero voltar a tentar. Energia gasta à toa. Mas aí veio a sacada.
Da mesma pessoa que comprei o Atari ST também tinha uma GoTek prontinha para o Amiga. Não tava barato mas por já ter tela LED e já com a firmware pronta, a FlashFloppy, não pensei muito e comprei.
Foi tão gente boa que no mesmo dia que comprei ele enviou e já chegou antes do fim de semana, o único tempo que tenho livre pra alguma coisa.
Meu plano era simples, se não tivesse jeito de colocar aonde estava o drive original eu ia puxar o flat cable pra fora e instalar solto mesmo, em cima do Amiga.
Sem cortes nem gambiarras, só o cabo pra fora e pronto.
E foi assim que eu fiz. Deixei o drive original no computador mesmo e puxei o flat cable do floppy pra fora, mas bem justo para ficar a GoTek em cima, estrategicamente de frente a mim.
A placa do Amiga 500 em sua glória
Como eu acabei passando o flat cable. Sai por trás mesmo, sem cortes nem nada.
Ele em cima do Amiga. Tem uma fonte externa que veio junto dele.
Carregando as imagens em ADF direto do pendrive.
Eu tô até pensando em deixar "fixo" em cima do Amiga... Não ficou de todo mal.
Final Countdown na versão beta. Sim, ainda está via composto e preto e branco.
E assim eu resolvi o principal problema do Amiga, como ter acesso aos jogos. E ainda bem! Os jogos geralmente são de dois a quatro disquetes, eu ia torrar meu estoque rapidinho com ele! Pelo menos os disquetes ficam pro Atari ST agora.
O ponto negativo, descobri que o teclado está morto. Nada funciona. Pior, a membrana tava tão zuada que quando limpei saíram as trilhas e pelo jeito o controlador também está zuado, ou seja, já era teclado.
Mas eu já tenho solução pra isso. Será em um próximo post.
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