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4.25.2026

MSX HotBit - Devolvendo a imagem

Eu tenho um HotBit a muitos e muitos anos. Presente de um amigo lá do bairro do Ipiranga. Me deu na caixa com os manuais e livros. Completinho mesmo, um baita presente.

Mas logo depois que peguei teve uma coisa que aconteceu, a placa de vídeo dele, que converte o Y (R-Y) (B-Y) para vídeo composto e RF foi pro vinagre.

Então eu inventei a moda de ligar no composto, direto do CI de vídeo pra conseguir jogar nele e logo depois eu consegui a MA-20, o cartucho que faz virar MSX2 e ele tem uma saída de vídeo própria, que eu usei até recentemente quando comprei o MSX2 FS-A1 Panasonic.

Mas eu sempre fiquei querendo consertar o HotBit para voltar a ser um aparelho sem depender de gambiarra para ter vídeo novamente. E eia que no grupo MSX Brasil Oficial, do Facebook, surge uma placa conversora RGB para AV e S-video que encaixa certinho naonde ia a original. Eu acabei comprando mas eu esqueci completamente um detalhe que escrevi lá no começo, não sai RGB do MSX, sai  Y (R-Y) (B-Y) e precisa converter para que essa placa funcionasse.

Como a mão da gambiarra chega a tremer eu tratei de dar um jeito mesmo assim e na tentativa e erro eu consegui ter alguma imagem.

Eu primeiro tentei ligar os fios na placa e ver o que dá, depois de fazer algumas combinações eu consegui as cores no lugar certo.
Mas precisei fazer uma combinação do sinal Luma do CI de vídeo com o sinal de saída composto e Sync usando dois resistores variáveis de 1K e outro de 470.

E não é que depois de tanto ajustar, seu certo?

Ficou um pouco escuro na cor branca mas ainda sim bem satisfatório, muito melhor que preto-e-branco com certeza!

Então o HotBit voltou a ser um MSX com saída de vídeo própria e posso usar ele pra rodar MSX1 e o Panasonic FS-A1 para MSX2.

4.22.2026

Top 20 jogos - aquele tipo de lista que nunca é a certa

No servidor do Discord do canal Cosmic Effect, um amigo inventou de fazer o jogo mais perigoso da internet, uma lista de jogos.

Foi generoso na brincadeira, top 20.

Mas quando se vive com videogames por tanto tempo, 20 ainda é pouco.

Fui buscando na mente aqueles que me marcaram de alguma forma e cheguei a uma lista bem pífia porque não contempla a realidade, mas mostra um pouco da trajetória que tenho com os jogos.

Aqui eu vou publicar de forma mais completa, senão lá eu ia fazer flood ainda maior do que já fiz por lá. A recomendação ára fazer uma lista assim é você pegar apenas um de referência, por exemplo, eu peguei 5 jogos do Sonic sendo que um já demonstraria o meu interesse, mas eu não consigo deixar de fora e você vão entender o porque.
 

O texto é bem longo, então prepare um petisco e uma bebida e boa leitura.






Sonic 2

O melhor, o mais marcante, o que deu ao personagem toda história que perdura até hoje. Sem ele e as ideias que foram implementadas, Sonic não seria o que é hoje. E pensar que foi um desenvolvimento muito atribulado por ideias descartadas e mudanças repentinas. Ainda sim saiu um jogo estupendo.
O impacto na minha vida com Sonic 2 é incalculável. Eu já era fã do Sonic desde que joguei no meu verdadeiro primeiro video game, o Master System III. Zerei ele de cabo a rabo e sabia de todos os segredos e quando eu vi Sonic 2, tudo melhor e bem feito, foi inevitável o impacto. ainda mais que eu vi transformando no Super Sonic. Depois jogando durante todos esses anos entendo porque ele me impacta tanto, é uma aventura bem feita, completa e as histórias de desenvolvimento só o tornam ainda mais interessante.
 
Um dos primeiros videos do meu canal é justamente do Sonic 2 usando uma camera fotográfica que gravava 30 segundos, capturando direto da TV de tubo de 29 polegadas, usando o Windows Movie Maker do Windows XP só pra mostrar uma teoria que tinha descoberto no Sonic 2 original.
Usando o Game Genie para habilitar a entrada no estágio perdido se você carregar a fase Oil Ocean e depois entrar na Hiddem Palace, a maioria do Layout da Oil Ocean estará lá, porque no código do jogo não tem nenhum asset de layout da fase Hidden Palace e na ordem das fases dentro da Rom a Oil Ocean vem depois. 


Sonic Chaos

Melhor Sonic do Master System. Música excelente, Level design ótimo, gráficos ímpar.
O jogo era chamado de Sonic de Mega no Master de tão bem feito que é. Os bônus para as Esmeraldas são um show a parte.
E o que dizer da música? Uma melhor que a outra. Lembro com 7 anos de idade quando cheguei na última fase jogando com meu pai. A música tinha uma atmosfera ameaçadora, tensa. Fica ainda mais contra o Robotnik, super difícil de derrotar. A música final é linda e emocionante.
 
O jogo é recheado de música boa mas essa me pega quando chego nesta fase, a última:
 

Sonic CD

Amo esse jogo desde o dia que conheci na casa do filho de uma amiga de minha mãe. Passei anos procurando esse jogo de novo e quando joguei entendi a paixão. Fantástico do início ao fim.
Lembro de ter visto por volta de 1999 em um Mega CDX e o moleque não deixou eu jogar, eu só fiquei babando ali. Pouco tempo depois eu revisitei e perguntei sobre o jogo, não tinham mais e fiquei triste. Quando eu tive o Saturn e o jogo Sonic Jam, lá tinha o comercial do Sonic CD e eu dei um pulo porque era justamente o jogo! Então comecei a perseguição de uma Sega CD e o jogo. Tenho dois na coleção porque me marcou muito. Hoje eu o vejo como uma Sonic 1 1/2, porque foi feito junto do Sonic 2 com outra equipe e tem muito do que o Sonic 2 originalmente era pra ter que é a viagem no tempo. Quem sabe um dia algum fã crie o que poderia ser o original Sonic 2. Enquanto isso o Sonic CD é o mais próximo que podemos ter desse contexto.
A fase que eu mais gosto é a Quartz Quadrant no passado, a música é insana de boa, ouve tudo, vale a pena, quando ouvir o solo final vai entender:

Sonic Adventure 2

A epopéia do ouriço na melhor história já frita com o final mais fantástico que já vi. Nenhum Sonic 3D superou este desde então.
Em tudo esse jogo acertou, Level design muito bom, músicas excelentes e marcantes que estão na minha playlist até hoje e o final épico que me emocionou só de lembrar. Quando eu vi no filme a cena a lágrima rolou, foi inevitável.
Nenhum jogo conseguiu replicar a atmosfera desse jogo. Foi o ápice para o Sonic. Temos jogos como Sonic Colors que é ótimo, Sonic Heroes e até mesmo o Sonic Forces que é bom também em história,as nenhum bate o Adventure 2.
 
Desculpa, se você gosta de Sonic e não vibrou nesta parte, tem algo de errado ai:

Knuckles Chaotix

Adoro esse jogo em tudo, nas mecânicas, gráficos e a música então... Passei anos procurando pra coleção e no dia 7/7/2007 eu encontrei ele por pasmem 40 reais. Tá comigo desde então.
Eu sou tão vidrado nesse jogo que os meus primeiros vídeos no YouTube tem até tutorial de como jogar bem esse jogo. Eu fiquei tão fera nele que sabia passar voando pelas fases como se o problema dos dois personagens amarrados nem existisse. 
 
Neste video eu mostro como conseguir fazer algumas manobras que ajudam muito na jogatina. Também é um video super velho e usava um recurso do Youtube de mensagens em cima do video então não deve funcionar mais e elas explicavam como fazer. Vale como curiosidade.
 

 

King of Fighters 97

 Também considero o ápice da franquia pela história e personagens bem feitos. Gostoso de jogar em vários sentidos.
Aqui foi o apica da história dos KoF contando a história do Orochi e da influência no torneio e nos personagens. Algo que foi sendo construído desde o Kof 95 e intensificado no já muito bom KoF96.
Mas a roupagem do jogo como um programa de TV, músicas tocam apenas com personagens certos, cenários mundiais e os melhores trios de personagens que a franquia já teve fizeram ser o meu queridinho com certeza. O KoF98 é ainda melhor, mas a carga histórica do 97 faz pesar a favor. Eu ainda colocaria o KoF 2001 também aqui pois ele foi também o final de um arco de história e tem características únicas também.
Meu Sega Saturn cansou de rodar aquele disco gravado inúmeras vezes tirando contra com meu amigo Leandro onde depois a gente pro fliperama do Tubão ou do Ciço jogar KoF2000 ou 2001.

Teve um video recente do canal que acompanho falando sobre os cenários do jogo, muito bacana:

 

Street Fighter 2 Champion Edition

Foi aqui que aprendi a jogar Street Fighter e tenho um carinho enorme por essa versão.
Eu um pirralho de 9 anos de idade aprendendo a jogar SF2 e a fazer Hadouken, Shoryiken e por aí vai. Foi aqui onde tudo começou. No Mega Drive do meu grande amigo Maurício. Logo eu peguei o jeito de jogar com personagens de carga e o Guile se tornou o meu personagem favorito. Até hoje é o personagem que mais sei jogar bem.


 

Mortal Kombat II

Foi aqui que aprendi a jogar MK da forma certa e aonde eu pirei em toda atmosfera que o jogo traz.
Tinha jogado no Mega Drive do meu grande amigo e maravilhado com os gráficos, violência e precisão nos movimentos. Mas me consagrei na versão de Master System, que é a minha preferida. Conheço aquele jogo tão a fundo que tenho vários vídeos de eu escrefunchando o código do jogo para achar o que ficou escondido por anos.
Coloco no mesmo patamar o MK3 pois eu conheço e joguei na época que foi lançado e curti demais toda a descoberta de um novo Mortal Kombat com revistas, desenhos, listas de golpes e combos tudo isso junto do meu irmão e meu amigo Maurício.
 
Um dos muitos vídeos que já fiz da versão de Master System explorando e extrapolando as possibilidades dentro desta versão. Eu descobri que além dos secretos exite uma espécie de Noob Saibot feminina no jogo.
 
 
 
 E outro vídeo de eu tirando um contra com meu amigo Maurício no Mortal Kombat II de Mega Drive. Aqui a disputa é forte


Thunder Force 3

O melhor shmup horizontal que já joguei. Música excelente, jogabilidade excelente, tempo de jogo excelente.
Jogado na casa do meu grande amigo Maurício no Mega Drive que hoje está comigo. Um jogo conciso e bem ajustado, não é longo demais nem curto demais, na medida certa. Gráficos bem coloridos, precisão cirúrgica na colocação dos inimigos e as armas eficazes para várias situações. O TF4 é melhor em muita coisa aqui com certeza mas o TF3 ainda consegue ter algo que o TF4 não tem e não sei explicar o que é mas tá lá.
 
 A trilha sonora é tão marcante que fiz um video tocando a melodia no teclado com um emulador de Yamaha DX7, o Dexed, usando o timbre do jogo original.

 



Radiant Silvergun

O melhor shmup vertical. Disruptivo, músicas excelentes e disruptivas, sistema de arma top e disruptiva. Tudo nesse jogo é diferente do que já existiu.
Eu tive a grande oportunidade de ter esse jogo junto de uma placa arcade Sega Titan. Acabei vendendo com o medo de perder ela porque é muito sensível mas sinto falta dela até hoje...
O jogo nem preciso descrever mas se você ainda não conhece é um jogo de maníaco. Você começa com todas as armas disponíveis porém elas tem Level, como em RPG. Quanto mais se usa uma arma mais forte ela fica e vai por mim você vai precisar disso. O jogo exige um nível de precisão do jogador de forma absurda e conhecimento de toda a fase pra passar por ela. Já consegui zerar usando três continues, esse foi meu limite. Hoje eu jogo no X360 e sofro para avançar porque o jogo tem tantos segredos que é inevitável explorar eles.
 
O video que eu fiz da placa Sega Titan que eu tive


Dark Souls

Lembro quando meu irmão trouxe esse jogo pra eu conhecer. Ele colocou o jogo e deixou eu jogar. Quando morri pro primeiro MOB pensei "que jogo f*da". Desde então é um dos meus top 3 melhores.
Na época onde eu e meu irmão montamos PC para jogos a gente começou a explorar o que tinha de bom pra curtir. O X360 do meu irmão tinha acabado de ir pro vinagre então a gente tava sedento para jogar coisas novas. Ele apareceu com Skyrim e eu fiquei maravilhado como o jogo era legal, bonito e cheio de coisas pra fazer. Mas então ele me chamou um dia na casa dele e falou assim "esse jogo eu tenho certeza que vai gostar mas não vou falar nada, só joga ele". Já me deixou na primeira fogueira e me instruiu pra onde eu tinha de ir, rumo ao primeiro Boss. Sofri muito para avançar porque já tinha morrido para o primeiro mob do jogo e tava se acostumando com o complexo controle até que o dragão vermelho surgiu, vistoso, bonito. Com muito custar cheguei no Taurus Demon e com a ajuda do meu irmão e o truque de subir na torre matamos ele. Foi aí que conheci o melhor NPC de todos, Solaire e o dragão vermelho me matou como se eu não fosse nada.
No mesmo dia eu joguei Skyrim e matei um dragão como se não fosse nada. Desinstalei o Skyrim e instalei o Dark Souls. Desde então considero como o melhor jogo da sétima geração por tudo que apresentou e mudou como jogar um jogo 3D.
 
Dark Souls é amplamente explorado na internet então tenho pouco material feito, mas tem um que fiz um paralelo com um livro que li, Casa de Folhas, ou House of Leaves, o livro que trouxe o contexto de espaços liminares à tona e hoje é explorado em Backrooms. Caso conheça um pouco sobre House of Leaves o video vai fazer algum sentido para você.

Fallout 3

Mais um que meu irmão me mostrou, a atmosfera, sistema de armas, história, esse jogo é sem igual.
Fallout 3 curiosamente usa o mesmo motor do Skyrim, que dispensei,mas tem algo aqui muito mais poderoso, a lore de Fallout é sem igual. Tanto a quest principal quanto as secundárias faz você se questionar até aonde você consegue se manter honesto e firme na sua integridade. Nesse ponto o jogo te trata de várias maneiras porque aqui não tem lei, não tem quem te julgue, é o puro caos e isso o jogo mostra com clareza logo no início. É um jogo que ainda não zerei porque gosto de ficar rodando e explorando mas com certeza entra aqui junto do New Vegas e do Fallout 4 como jogo que as questões morais são levadas muito a sério.
 
Esse é um dos jogos que adoraria ter em forma portátil e com o advento da emulação de Windows no Android eu tive algumas tentativas de fazer isso dar certo. Hoje com o app do Gamehub e a evolução do Winlator essa experiência se tornou possível, mas antes era uma guerra de configuração e tentativa e erro.

Gears of War 2

Com certeza o que mais joguei no X360. Bom jogo, boa historia, bons controles, épico.
Esse aqui joguei quando meu irmão comprou o X360 dele. Um modelo fato Jasper, a coisa mais linda. Meu irmão comprou o jogo pelo preço cheio pena época, mais de 100 reais, uma grana pesada para um jogo mas jogamos muito, demais mesmo e me marcou como o jogo é bem feito nos gráficos, efeitos, história e personagens. Mais um jogo que definiu como os jogos de tiro em terceira pessoa podiam ser, depois dele muito Cover and Shoot surgiram porém nenhum com a finesa de Gears of War.

Halo 2

Quando joguei pela primeira vez e passei da Intro dele pensei que o jogo era épico, foi nele que o Master Chief me convenceu que era uma personagem f*da
A situação foi a seguinte, meu primeiro Xbox clássico, eu já tinha começado a colecionar então já existia pelo menos o Halo 3 que nem tinha jogado e nem o primeiro que tinha pra PC. Não conhecia a franquia, só ouvia falar e como sou do contra quando alguém fala demais de um jogo eu ignoro até eu poder ter uma experiência autêntica sem interferência externa.
Começo a jogar, gostei dos comandos, bem responsivo. O sistema de recuperar vida me incomodou no início,achando que o jogo ia ficar facil, me enganei redondamente logo na primeira horda de aliens. Fui jogando e explorando e gostando do que vi, o jogo sempre te deixava sem munição, forçando a trocar de arma e aprender a se virar. Aí eu percebi pela história que os aliens tinham deixado uma bomba na sua nave então você tinha que correr pra desativar. Chagando lá o personagem principal conversa com uma IA, a Cortana, outra personagem tão importante que virou recurso no Windows 10. E foi aí que o jogo me ganhou.

A bomba não tinha como desarmar mais, se ficasse ali todos morriam. Master Chief, o nosso herói insano, arrasta a bomba pra fora, pro espaço, voa com ela até a nave inimiga, larga ela lá e sai fora, explodindo tudo e depois tenta se salvar.
Quando eu vi aquilo eu só pensei numa coisa "que personagem f*da" e desde então Halo é uma das minhas franquias favoritas.
Curiosamente eu não tenho mais o disco do Halo 2, devo ter perdido em alguma mudança ou emprestando pra alguém. Fica objeção no meu acervo que preciso arrumar.
A cena que me ganhou:


Shinobi 3

O melhor jogo do ninja. Refinado, melhorado e talhado para ser a melhor experiência possível. Conseguiram, nenhum outro superou.
O jogo tem uma jogabilidade tão ajustada que impressiona. Melhorada do já ótimo Revenge of Shinobi, aqui você flutua e navega pelas fases lotadas de armadilhas. Desafiador na medida certa o jogo te dá a oportunidade de jogar como um profissional se tiver habilidade.
As músicas que não são compostas pelo Yuzo Koshiro, que eu achava que era e quando descobri passei a gostar ainda mais pois a Sega tinha muita gente competente trabalhando ali.
Mas se tem duas fases, com suas devidas músicas que ficam cravadas na memória é a do cavalo e a do jetski, o ápice do jogo.

Esse jogo é tão querido que eu inventei o modo Expert, zerar no hard sem Shuriken/kunai. Consegui fazer 1CC nele. Derrotar o último Boss sem Shuriken é algo insano.
 
Meu video zerando do início ao fim em uma live:

 

Doom

O jogo que me formou nos FPS, perfeito em cada pixel, Level design doido e desafios a mil.
O que dizer do pai dos FPS??? Mesmo não sendo o pai mas sim foi Wolfenstein 3D e antes dele Catacombs 3D?
Lembro jogar Doom no meu primeiro computador, lá pelos idos de 1999, e jogar bastante ao ponto de passar dias rodando nos mapas em busca dos segredos na versão de Doom para windows 95, que não era lá grandes coisas... Mas minha experiência com Doom vai além disso pois lembro de ter jogado em algum computador antigo de algum amigo do meu pai, onde também joguei Prince of Persia e fiquei maravilhado, foi minha primeira vez vendo um jogo 3D e foi logo com essa pedrada.

Com o tempo fui jogando e aprendendo cada vez mais a jogar de forma menos amadora. Zerei em outras plataformas e depois evolui para o Quake e assim por diante, mas Doom é e sempre será o melhor FPS de todos os tempos.

Doom já foi tema do meu canal algumas vezes, inclusive zerando o original, aqui eu deixo o video de quando foi lançado o capítulo 5, Sigil, pelo próprio John Romero:
 



No Man's Sky

O jogo do coração, aquele que mesmo no início, com todos os bugs, amei incondicionalmente. Um jogo que finalmente me deu condição de fazer o que nunca falei na vida real. Uma obra prima.
Quando li sobre o jogo eu pensei que finalmente eu poderia fazer algo que nenhum jogo tinha feito, mas isso era minha ignorância gritando pois já teve sim, não com o nível que NMS fez mas teve como o Elite 2 Frontier (amo esse jogo) e Elite Dangerous. Mas pensa comigo, um jogo onde foi gerado proceduralmente, virtualmente infinito, onde você pode pousar em um planeta, conhecer a fauna e flora, encarar as intérperies dos planetas e descobrir segredos do universo. Tudo em doses homeopáticas e sem pressa. Quando saiu para o PS4 fiquei na esperança de sair pelo menos para computador e foi o que aconteceu depois de um tempo já com um monte de bugs corrigidos. Joguei a veras mesmo meu PC não aguentado rodar bem, coisa que fui melhorando com o tempo.
Hoje o jogo se consagra e é um dos melhores do estilo com tantas atualizações e DLCs gratuitas mas ele agora é outro jogo, muito bom porém não mais com a mesma vibe da sua versão original.
 
Também tem video que eu fiz jogando um pouco e com muito stuttering acontecendo:


Resident Evil

O definidor de survival horror, o primeiro que joguei e me apaixonei. Depois dele o segundo é excelente.
Aqui a história é engraçar até vergonhosa mas vale o registro. Meu amigo Maurício levou o tão sonhado PlayStation para minha casa pra jogar com meu irmão e eu fiquei ali vendo tudo e ele colocou o Resident Evil. Minha cabeça explodiu, um jogo de terror pesado. Eu era um moleque medroso e muito xarope, mesmo com medo eu queria jogar e meu amigo pra zoar me colocou na parte da cabana, onde tá lotado de arranhar gigantes. Não sabia o que fazer, o controle "tanque" era confuso para quem nunca tinha jogado e comecei a chorar de Pânico. Essa história rende gargalhadas até hoje e também percebo o quão tonto eu era. 
Mas desde então, ainda mais quando tive meu Sega Saturn, foi missão de honra zerar ele, no qual fiz e me diverti demais. Depois dele só o segundo que joguei bastante. O terceiro não curti tanto e fui pegar firme em outro Resident Evil no quarto jogo que é divino.


GTA3

Adoro esse jogo, a estética, o caos, a história. Uma cidade 3D todinha para zuar. Meu PS2 cansou de rodar ele.
Meu PS2 tinha um problema de não ler mais discos em DVD. Típico problema de desbloqueio que torrava o leitor, então eu só podia jogar jogos em CD. Eu consegui uma versão do GTA3 em CD onde cortaram um monte de coisas pra caber o jogo todo e deu certo! Eu joguei aquilo sem parar por um bom tempo. Gostava de passar pela cidade, sem fazer arruaça, só curtindo a vibe do jogo, sua estética, música, chuva e personagens. O desafio foi enorme em fazer um jogo 2D com visão top-down virar esse colosso,mas deu super certo, tão certo que veio o Vice City, outro que joguei muito e o San Andreas, que consagrou a série.


Ys

O RPG que me marcou demais quando joguei no Master System, história ótima, uma franquia que acompanho de perto.
Agora tem tanto jogo que ficou de fora...
Esse eu joguei de forma póstuma, adquirido para meu acervo a uns bons anos atrás. Em inglês, facilitou muito o entendimento e a aventura foi intensa. O jogo em aí se você pegar pra entender é bem simples, pouca lore, poucas coisas a serem feitas, mas o desafio é presente e as músicas embalam o ritmo.
Quando finalizei fiquei com gostinho de quero mais e descobri que tem o anime do primeiro e segundo jogos, que na verdade são teoricamente um só e quando joguei o segundo jogo (que ainda não finalizei) cara... o que que é aquilo... Melhorou ainda mais tudo do primeiro e a trilha sonora do Yuzo Koshiro deixou tudo maravilhoso, a Intro desse jogo é fora de série.
 
A intro de Ys II é uma das empolgantes que exite, e Koshiro acertou em cheio com a música aqui:



 


Mas desse top 20 ficaram uma pancada de jogos excelentes fora e vou listar alguns rapidamente aqui:

Phantasy Star 3 mesmo foi um deles. O primeiro é épico sim, com tudo que tem direito mas o terceiro eu mergulhei de cabeça e joguei até zerar. Curti tudo dele, a lore, gráficos, monstros estranhos e dungeons densas de desafios. Mesmo sendo uma espécie de spin-off ele faz parte da Lore principal e merece atenção.
Cito também o Phantasy Star Online que eu consegui jogar no Dreamcast por um servidor privado de maneira online. Eu detonei aquele jogo de todas as formas que pude e zerei o modo offline dele, recomendadissimo.

Winning Eleven 4 foi um que joguei, e perdi muito,na casa de amigos mas eu gostava dos gráficos,jogabilidade, e do Brasil avassalador que tinha nele. A estética dele, o narrador super empolgado e os recursos me chamaram atenção. Foram boas tardes perdendo prós amigos, mas as risadas eram garantidas. O ISS Deluxe e seus hacka não ficam pra trás, Ronaldinho Soccer 97 foi um que enjoei de jogar, e também perder, pros amigos. Ou tro de futebol que cito é o ótimo World Cup 98 com a trilha sonora do Chumbawamba, marcante demais. Era um FIFA ali mas tinha sua característica bem própria.


Silent Hill é o jogo que me dá calafrios até hoje. Eu já conhecia o jogo mas fui jogar mesmo quando minha esposa,com seu PSOne trouxe ele e mergulhei nele. Cara... A atmosfera é pesada em todos os sentidos e me dá calafrios até hoje. Se tem um jogo que soube traduzir o horror em jogos naqueles polígonos simples com certeza é esse jogo. Cito o Silent Hill 3 também pois joguei bastante no PS2 e também tenho ótimas memórias dele.

Top Gear 3000, o jogo inimitavel de carro.
A franquia Top Gear é famosa no Brasil, nem tanto lá fora, muito menos o 3000 mas esse jogo até hoje ninguém conseguiu fazer a mesma vibe em algo similar. Os carros, os planetas, as pistas, os Power ups, a animação indo de um planeta a outro, sempre rumo ao centro da galáxia, o final do jogo. Tudo ali trouxe uma vibe que não se vê em outro jogo de corrida.

Gran Turismo 2 onde gastei centenas de horas. Sempre fui amante de carros e o jogo conseguiu me dar a oportunidade de pilotar os bolidos mais insanos possíveis. Melhor, tinham carros que a gente conhecia e via na rua. Um dos carros que sempre fazia questão de ter, mesmo não servindo muito no jogo em aí era o Vectra, carro que meu pai teve com muito custo e foi o melhor que ele teve. Outro que sempre comprava era meu inicial Mazda RX7, marcante demais. Aí tem outros como o Lotus Esprit V8, os carros da TVR, Ford Ka, os Daihatsu para as disputas específicas, o Fiat Coupé, Corvette, Dodge Viper e por aí... O Gran Turismo 4 só expandiu ainda mais tudo isso sendo de mesmo patamar na minha mente.

Final Fantasy VIII que jogava na casa de um grande amigo. Diferente do antecessor, parecia até Malhação só que com elementos de fantasia. A história era bem legal, o antagonista, os romances, as histórias engraçadas dos personagens, o jogo de cartas, os segredos para obter os GFs. Um jogo que guardo bem na memória mesmo tendo não jogado muito mas acompanhado meus amigos jogarem loucamente.

Side Pocket que joguei muito na casa de um primo. A gente perdia a noite jogando e tentando descobrir um jeito de chegar longe no modo história, bem difícil por sinal,além do truques que exigiam precisão cirúrgica para completar. Dele também lembro do Side Pocket 3 que joguei no meu Saturn até dizer chega. Todo 3D tem um modo história bem legal e as músicas complementam a vibe do jogo que passei novamente noite, agora sozinho, jogando.


Zelda Ocarina of Time que tive com meu primeiro N64.
Pensa na pedrada de pegar logo esse jogo junto do N64. Eu joguei muito ele mas não avançava, muito por conta de que eu não queria perder aquele mundo tão vasto (até então) e divertido. Perdia horas andando e cavalgando pelo mapa,explorando os cantos de cada lugar e curtindo a história, coisa que o Majora's Mask sendo tão evoluído não conseguiu me capturar, talvez pelo problema do jogo ficar preso na regra do tempo, onde tem três dias parar resolver tudo nele é isso não me cativou.

Need for Speed III, o melhor dos 32 Bits.
Need for Speed, desde o primeiro, é uma franquia que gosto muito. O primeiro, que joguei no Saturn, joguei bastante, ainda mais com o advento de eu ter o volante pro console. Mas antes eu tinha jogado o NFS3 no PlayStation do meu amigo Johnny e cara ele era ótimo. Música, gráficos, jogabilidade e variedade de carros. Jnte isso a caminhos secretos e polícia frenética e você tinha a fórmula de sucesso.

Donkey Kong Country 2, o melhor.
Nem preciso delongar muito aqui, DKC2 é de fato o melhor. O DKC1 e 3 são excelentes sim, mas a vibe do 2 é imbatível. O DKC Returns do Wii conseguiu trazer muito do que os de SNES foram porém a atmosfera até Dark do 2 é irreplicavel.

Ainda tem mais como. O Elite 2 Frontier mesmo, Yoshi's Island no SNES, Contra 3, Super Punch Out, Space Harrier 3D, Enduro, Solaris, Super Robot Wars F, Castlevania Rondo of Blood e Symphony of the Night, Lord of the Sword, Rastan...
 
Eita, a lista é bem grande... Quem sabe eu faça mais posts assim, foi bem divertido fazer. 

Fato é, um jogo te marca se ele tem alguma história pra contar, e eu tenho muitos assim.

4.19.2026

Xbox 360 Fat - A limpeza

O console que peguei estava OK mas sabe aquela vontade de deixar ele bem limpinho?

Se tem três coisas que adoro fazer em consoles é:

- Modificar consoles 
- Consertar consoles
- Limpar consoles 

E se tem uma coisa que é inevitável quando pego algum é limpar ele todo.

Mas eu tava num receio tremendo pois percebi que a carcaça estava se segurando pois o ressecamento do plástico deixou ele frágil, ainda sim a preocupação da pasta térmica me encorajou a abrir e limpar.

E cara... Ainda bem que eu fiz isso, o vídeo game NUNCA deve ter sido aberto, apenas para o desbloqueio do drive de DVD e depois nunca mais foi mexido, porque estava podre por dentro.

Veja as fotos

A primeira visão que eu tive foi desoladora

Poeira densa pra tudo que é lado

Tava tenebroso mesmo


Aí quando eu tirei o cooler tive certeza que fiz a coisa certa.
Este aqui nunca viu nada além de poeira e trabalho.

E se tem uma coisa que já vi bastante são vídeos de limpeza reclamando de consoles em casa de fumantes. Nunca peguei um mas foi a primeira vez. Essa sujeira amarelada e pegajosa é de nicotina.

Quando cheguei nos Chips... Eu realmente fiz a coisa certa mesmo, nunca foi trocado a pasta térmica. Confesso que morro de medo nessa parte pois pra tirar aqueles clamps em X dos dissipadores me dão medo, mas fui mesmo assim.
Mas não evitou da chave escapar e arranhar a placa. Por sorte foi tranquilo e bem de raspão.

Chips limpos e tirado o excesso de pasta térmica ressecada. 15 minutos de álcool isopropílico e muita paciência.

A coisa tava tão feia que se reparar no dissipador está escrito o que tava no chip da GPU, de tanto tempo colado e ressecado.


Placa limpa, console todo limpo. Partes plásticas remendadas, placas de metal lixadas para tirar ferrugem e protegidas com WD40. Vídeo game ficou zerado.


Esses videogames se não tiver cuidado morrem rápido então não deixe muito tempo sem manutenção, importante limpeza e troca da pasta térmica.

Se não consegue fazer envie para algum profissional mas não deixe sem manutenção.

4.15.2026

Xbox 360 FAT - mais um console desejado adquirido

Se tem um console que tenho uma lembrança querida é do Xbox 360 do meu irmão.

Na época que ele comprou foi um alvoroço pois ele pegou um ótimo aparelho e jogamos bastante.eu irmão se acabou de jogar com aquele console até que a dorme queimou, e depois deu 3 Red Lights nele. Até hoje a gente não sabe se foi por conta da fonte de alimentação improvisada de computador ou se foi mal uso mesmo pois o modelo dele era o melhor, placa Jasper.

Mas lembro bem da gente ter jogado vários jogos e Gears of War 2 foi um dos que ele zerou com louvor. Comprou o jogo digital, não pagou barato mas fez valer cada centavo.

Então desde sempre quis um Xbox 360 FAT branco placa Jasper. Conforme o tempo assou só ficou ainda mais difícil pois achar um inteiro é complicado.

Essa carcaça do fat é bem frágil, qualquer coisa ela quebra, casca de ovo mesmo e isso que dificulta encontrar um bom. Além do fator que esse console foi bem vendido por conta dos jogos alternativos que fez a alegria da galera que saiu do PlayStation 2.

Eis então que eu procurando a toa encontrei alguns legais, principalmente o Elite, bonitão e de cor preta, combinaria bem com os outros da Microsoft, mas eu queria o Jasper e branco.

O único que abriria exceção é pro verde, versão Halo 3 que é bem bonito. Inclusive um amigo meu tem um que já fiz ofertaas não topou... Quem sabe um dia...

Mas foi um que, não estava barato porém as fotos eram vistosas e o console quase impecável, me chamou a atenção. Criei coragem, chamei no Facebook Marketplace e fechei a negociação.

Um casal muito bacana, gente boa e foi super legal levar até meu trabalho.

E eis a máquina 

Bonitão, inteiro de tudo, faltando apenas as molinhas da entrada dos Memory Cards, mas detalhe simples comparado a todo o resto.

Veja que ele não estava na última dashboard, que tratei de fazer o upgrade via pendrive e então peguei o pendrive já todo configurado com o Bad Update e Bad Avatar do meu Xbox 360E e então deu tudo certo.
 Sim, é definitivamente um Jasper, como eu queria.

Aí bastou começar a bateria de testes nele!
Carregou a dash do Aurora numa boa. Mostrando as capas dos jogos do X360E aqui.

Temperaruras dele. Achei um pouco altas mas são toleráveis. O X360E roda mais quente.

E claro, rodando Gears of War 2, em homenagem ao original do meu irmão. Como diriam os gringos, um momento "full circle".

Xbox 360 Fat Jasper e o Xbox 360E que era do meu irmão!


Esse Xbox 360 veio seco de tudo. Console, fonte genérica, cabo HDMI e controle preto e só. Comprei por conta do console mesmo.

Roda discos gravados mas não sei qual versão do LTU. Eu até consegui rodar um disco aqui mas logo deu erro de leitura. Como eu não rodo disco gravado, só original, preferi deixar pra lá.


Agora upgrades... Não penso em nenhum, sério. Até pensei em modificar o HDD original para colocar um maior mas agora com o desbloqueio via Bad Update isso é coisa do passado. Tanto que quero fazer um HDD para o Xbox 360 com vários jogos e assim posso usar em ambos via USB.

Ou seja, vou preservar o de 20GB original nele e apenas colocar um pendrive com o Bad Update e pronto.

Mais um console que procurava enfim no acervo..

4.14.2026

Futuros projetos - é bom organizar as idéias

Se tem uma coisa que eu faço regularmente pra me organizar é colocar em algum lugar os projetos possíveis.

Uso muito o bloco de notas do Google pra anotar tudo que é doidera que passa na mente que eu quero ou posso fazer.


Da lista com certeza o mais desafiador é o teclado USB para o Amiga pois eu vou ter que fazer a membrana toda na mão e botão a botão, 94 teclas. Isso com um fio esmaltado e 94 teclas que ainda não decidi qual usar.

Da mesma forma será o teclado do ZX Spectrum Plus que está a carcaça aqui pra eu fazer algo porém eu quero colocar o ZX Pico dentro da carcaça e fazer a membrana na mão também. Neste caso são um pouco mais de 60 teclas e a membrana é um pouco mais "linear" que facilita a criação.


A maior incógnita é o Atari 800. O que eu fiz não ficou do jeito que queria. A emulação pelo Pico ficou mais lenta que o ideal e a compatibilidade baixa, isso me desanimou... Mas quem sabe eu faça com o Raspberry Pi 3 que ainda está por aqui. Apesar de ter sistemas emulador prontos para serem usados como o Amiga 1200, ter o sistema pronto e dedicado a um só, mesmo que eu possa trocar os cartões SD para usar outros, é bem legal. Atualmente o RPI3 está dentro do ZX Spectrum Plus, usando o projeto ZXBaremulator, porém eu não curti muito ele não, o projeto ZX Pico é bem melhor e funcioan bem pra caramba.

Os demais projetos também demandam tempo mas a execução é mais simples ao menos.

A exemplo são as consolizações das placas arcade. Por um bom tempo eu usei uma "supergun" que eu criei para poder conectar as diferentes placas que eu tinha. Porém antes meu acervo era maior. Tinha Sega Titan, Sega NAOMI, Sega Atomiswave e CPS2, além das atuais Neo Geo MVS 1B, Street Fighter 1 e Cadillacs and Dinosaurs.

Fazia sentido ter uma peça para usar todos mas perdeu o sentido pois não tenho tanto interesse mais em placas arcade, muito por conta do valor que aumentou e da manutenção delas que é bem difícil. Minha placa da Street Fighter 1 mesmo além de ser uma bootleg, ou seja, pirata, ela tem vários problemas de comunicação causando glitches e problemas gráficos. Além do que o sincronismo dela ser terrível que nem a GBS Control conseguiu dar jeito.

Então eu vou comprar as peças para "consolizar" as placas, porém de uma maneira inteligente, usando o conector JAMMA nelas e saindo todas as conexões de uma maneira personalizada para cada uma, tornando então elas auto suficientes mas ainda sim modulares, sem soldar nada nas placas originais.

E achar uma carcaça de Master System 3 pra arrumar uma placa que na época eu coloquei dentro de uma carcaça de um Master System Evolution. Não ficou bom, mas a 10 anos atrás minhas habilidades e recursos eram escassos. Vejo que esse Master merece algo um pouco melhor.


O GameCube é algo similar. Com resto de duas carcaças eu ressuscitei esse GameCube que deve ter alguma solda fria pois a placa precisa ter alguma pressão na parte de trás, aonde tem os conectores. Sem essa pressão o GameCube não liga ou congela. Ia pro lixo, eu peguei e dei um jeito e tá comigo a mais de 10 anos funcionando.

Vamos ver o que o futuro aguarda para esse e outros projetos que podem surgir.

3.29.2026

Amiga 500 - Fonte de alimentação

Um dos itens que veio junto do Amiga foi a fonte original.

Mas logo que peguei achei ela bem leve, leve demais, e logo desconfiei que tinha algo de errado.

Quando eu testei a fonte ela estava com as tensões oscilando e abaixo do normal, então eu nem tentei ligar o Amiga com ela, eu logo deixei pra lá e usei uma fonte de PC para usar o computador até achar uma solução.

Eu já sabia a fórmula que eu ia usar, fontes da Mean Well. A qualidade que é ímpar com certeza é feito para durar.

A fonte de alimentação do Amiga original tem uma corrente alta, 4.5A na linha dos 5V mas curiosamente não precisa. A fonte era feita para aguentar um monte de periféricos. No meu caso não tinha necessidade disso tudo. Até a GoTek tá ligada externamente e nem consome do aparelho.

No site do Ian Stedman detalha muito bem sobre fontes para Amiga. LINK
Uma tabela que corroborou eu usar uma fonte "mais fraca" que a original foi essa:
Aqui mostra que o consumo do Amiga é bem baixo então não teria problema usar uma fonte com menor amperagem.

Meu setup tem apenas a expansão de memória. Nem o drive de disquete está ligado porque eu uso a GoTek com o cabo floppy ligado internamente, desativando o drive original.

Foi aí que procurando uma Mean Well eu encontrei a RT-50B. Uma fonte que tem as três tensões necessárias e cabia dentro do tijolo que é a fonte original, com menos de 10 cm dos lados e menos de 4cm de altura é perfeita.

A linha RT tem diferentes modelos e tensões de saída. Tem que saber a correta pra comprar.

Então eu comecei a montagem da fonte.

Tive que aumentar o tamanho dos cabos pois são bem curtos na original para que eu pudesse conectar na Mean Well, tanto de um lado quanto do outro.
A Mean Well RT-50B em sua glória 


As conexões feitas, isoladas e ajustadas para ficarem bem colocadas dentro do tijolo de fonte.

A fonte já conectada no Amiga 500 e funcionando que é uma beleza.

Rodando Chaos Engine para testar tudo


E eu testei duas coisas que precisava saber desse Amiga.

Eu tinha percebido alguns glitches em certos jogos. De início achei que poderia ser algo de errado com o computador mas lembrei do tempo que eu emulava no Raspberry Pi 3 que jogos PAL em Amiga NTSC são problemas.

Oitra coisa que ma chamou atenção é que esse Amiga tem o LED de Power verde, o normal é vermelho.

Dito e feito, é NTSC, um Amiga ocidental.

E também para saber quanta RAM tinha com a expansão que veio. 1MB no total sendo metade do computador e a outra da expansão.

Uma nota importante é no site que mencionei tinha falando da fonte Mean Well e precisava de um resistor nas linhas de 12V e -12V. Eu não coloquei nada e tá funcionando.
Por hora é isso turma, valeu!






3.26.2026

Cabos, cabos e mais cabos. Atari ST e Amiga 500

Algo que sempre fera um dilema em todos console ou como computador que alguém compra são os cabos. Como eu vou ligar ele na TV?

Não é diferente com o Atari ST e o Amiga que peguei. Pior, a conexão não é tão simples assim.

Para que possam ter boa imagem a cores o ideal é extrair o RGB analógico da saída de vídeo mas para tal ou você tem uma TV europeia com SCART, ou você adapta entrada RGB na TV ou então usa um conversor.

Eu tenho uma GBS8200 velha de guerra que me acompanha a anos com minhas placas arcade e apesar de alguns probleminhas como uma vermelhidão na tela que não some, ela cumpre o papel.
Um recurso que poucos sabem é que aquele conector DB15/VGA na entrada nada mais é que uma forma de ligar também RGB analógico. Então você não precisa usar aqueles pinos ou então aquele conector esquisito perto dos potenciômetros para ter uma entrada RGB, basta usar essa porta.
Interessante pensar que nada mais é que a mesma pinagem de monitores que aceitam 15Khz. As imagens acima vieram do Retropix Brasil que versa sobre ligar o MSX em monitor 15Khz. LINK

Aí tudo fica até mais elegante caso queira fazer cabos que usam a GBS8200.

No meu caso eu decidi fazer alguns cabos aqui com a chegada do Amiga
Na ordem da esquerda pra direita:

Cabo RGB do Amiga 500
Cabo de áudio Mixer para o Amiga
Cabo conversor do Mouse do Amiga pro Atari ST
Cabo RGB do Atari ST, que refiz

E veja lá no canto, a GBS8200 já espetada na minha TV.

No caso do cabo RGB do Amiga eu peguei uma DB25, usei uma microrretifica e cortei para virar uma DB23. Soldei os fios correspondentes para que ligasse na GBS8200 e pronto! Sem gambiarras e problemas.

O de som eu percebi quando rodei o jogo Agony (excelente por sinal) que só parte do som tava saindo. Então eu entendi que os canais de áudio do Amiga são separados mesmo para criar o stereo. Como minha TV de 14 polegadas fiel escudeira só tem entrada mono, esse cabo resolve o problema.

O terceiro cabo é curioso. Uma coisa que me alegrou com o Amiga foi de vir o mouse porque resolvia não só o Amiga mas também o Atari ST.

Ambos os mouses são eletricamente iguais, apenas um pino é invertido.
Aqui só faz essa inversão e permite o uso do mouse do Amiga pro Atari ST.


Por fim eu refiz o cabo RGB do Atari ST. O primeiro não ficou do meu agrado então eu refiz para ficar melhor para usar. Mais curto porém menos feio.

Caso queira ver a construção do cabo RGB do Atari ST, que não é tão simples, aqui o LINK


O próximo passo é a fonte de alimentação do Amiga, que já chegou a substituição aqui pra eu ligar e usar.


3.24.2026

Amiga 500 - O dilema do disquete

A primeira coisa que eu pensei quando peguei o Amiga foi, como eu vou jogar nele?

A mídia é até simples, disquete de dupla densidade, o famoso DD, que basta você tapar o furo de um disquete HD de 1,44MB e tá resolvido. Mas a um bom tempo atrás já tinha lido que a formatação de um disquete de Amiga é diferente dos IBM PC e pra gravar não seria nada simples.

De início meu intuito era sim usar disquetes. Eu encontrei uma pessoa vendendo caixas de disquetes baratas e comprei o lote todo dele, 90 disquetes no total, então eu tava carregado e preparado para a empreitada. O duro é só descobrir como fazer...

De início logo me desanimou. Eu precisaria de um Greaseweazle. Um equipamento nada barato que consegue ler e gravar qualquer coisa de disquete, bom para entusiastas, nada bom pra eu que quero só gravar alguns jogos.
Um dos muitos modelos do Greaseweazle
Site: LINK


Então eu fui fuçando mais e encontrei um projeto simples e eficaz chamado DrawBridge.

Uma das formas do DrawBridge já pronto
Site: LINK


Muito simples de montar. Um Arduino, um Serial RS232 para USB, energia 5V e pronto, só ligar um drive de disquete e sucesso. Bem, como sou eu claro que não foi assim que ocorreu...

Antes mesmo de chegar o Amiga eu já tinha pesquisado e olha só, tinha todas as peças, só precisava de empenho em montar.

O esquema que encontrei em um vídeo montando o DrawBridge porque no site oficial não tem mais.

Mas aí que começou a dor de cabeça, não tem versão pra Linux, ponto bem negativo aí. Mesmo usando o WINE o programa inicia mas não encontra nada de porta serial. Talvez fazendo um bypass no Linux resolvesse mas a coisa tem que ser prática e não cansativa. Peguei o notebook da esposa pra testar.

Hora conectava, hora não e quando conectava dava problema de gravação.

Tentei de tudo, li, reli, conferi os fios e nada. Isso 1 da manhã no meio da semana. Desisti.

E desisti mesmo, nem quero voltar a tentar. Energia gasta à toa. Mas aí veio a sacada.

Da mesma pessoa que comprei o Atari ST também tinha uma GoTek prontinha para o Amiga. Não tava barato mas por já ter tela LED e já com a firmware pronta, a FlashFloppy, não pensei muito e comprei.

Foi tão gente boa que no mesmo dia que comprei ele enviou e já chegou antes do fim de semana, o único tempo que tenho livre pra alguma coisa.

Meu plano era simples, se não tivesse jeito de colocar aonde estava o drive original eu ia puxar o flat cable pra fora e instalar solto mesmo, em cima do Amiga.

Sem cortes nem gambiarras, só o cabo pra fora e pronto.

E foi assim que eu fiz. Deixei o drive original no computador mesmo e puxei o flat cable do floppy pra fora, mas bem justo para ficar a GoTek em cima, estrategicamente de frente a mim.

A placa do Amiga 500 em sua glória 

Como eu acabei passando o flat cable. Sai por trás mesmo, sem cortes nem nada.

Ele em cima do Amiga. Tem uma fonte externa que veio junto dele.

Carregando as imagens em ADF direto do pendrive.

Eu tô até pensando em deixar "fixo" em cima do Amiga... Não ficou de todo mal.

Final Countdown na versão beta. Sim, ainda está via composto e preto e branco.



E assim eu resolvi o principal problema do Amiga, como ter acesso aos jogos. E ainda bem! Os jogos geralmente são de dois a quatro disquetes, eu ia torrar meu estoque rapidinho com ele! Pelo menos os disquetes ficam pro Atari ST agora.

O ponto negativo, descobri que o teclado está morto. Nada funciona. Pior, a membrana tava tão zuada que quando limpei saíram as trilhas e pelo jeito o controlador também está zuado, ou seja, já era teclado.

Mas eu já tenho solução pra isso. Será em um próximo post.