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12.31.2025

Magic Engine - A máquina dedicada ao PC Engine enfim finalizada

Sim, eu consegui terminar uma máquina dedicada antes de 2026, graças aos dias de férias que me deram tempo para pensar porque tava difícil.



E não foi nada simples chegar a um resultado. Tudo por conta dos vários problemas que eu tive para conceber esse projeto que estou a pelo menos dois meses pensando em como fazer e só foi começando a ter forma quando eu coloquei a mão na massa.

Na verdade no meio do caminho eu quase comprei um PC Engine. Eu ia comprar um com o everdrive mas desisti quando eu pensei o valor do console pela quantidade que eu ia usar. Não tenho muito tempo disponivel atualmente para aproveitar plenamente os jogos e dar 1500 reais em algo que ia ficar parado não vale a pena, meu PS4 que o diga.

Se você leu o post anterior sobre o assunto já entendeu que o projeto tinha chegado a um estado funcional.

Eu desfiz tudo daquele estado.

Começa pelo Windows XP que eu não entendi nada. Eu já havia feito a customização uma vez com o FM Towns Neo, ficou ótimo. Aqui eu não consegui eliminar uma tela chata de inicialização que sempre aparecia e quebrava toda a imersão.

Então tomei uma ação drástica, procurei algum drive IDE que eu tinha que rodava DVD e instalei o Windows 7.

O Win7 eu tenho um maior domínio de customização, afinal o X68000, NEC PC-98 e o 3DO todos passaram por esse tratamento.

Depois de instalado comecei já testando se o emulador Magic Engine iria rodar 100% e se aceitaria o drive de CD. Tudo OK, funcionou como deveria.

Então aí sim eu comecei modificando o sistema. Por motivos desconhecidos as mensagens do Windows 7 iniciando e encerrando mesmo eu alterando as DLLs não mudaram. Pelo menos são mensagens comuns como "Bem vindo" e "Encerrando", não quebra tanto a imersão.

O tempo de inicialização aumentou pois Win7, num processador de 1Ghz e HD mecânico não tinha como esperar muita coisa.

A carcaça também foi um trabalho de engenharia pois tinha que fazer um esqueleto por dentro e a carcaça "limpa" por fora, eu queria a menor quantidade de emendas possíveis.

Errei feio no botão de Power. Tive que ser criativo para não perder o progresso, o resto ficou tão certo, bem medido e ajustado...

Então eu fiz o design dos adesivos e eu usei um deles, o de Power, para cobrir a bobeira que eu fiz.


O topo eu fiz uma alusão ao design do original, mas com o logo do emulador Magic Engine e o batizei assim, porque não? Afinal graças a ele que foi possível fazer esse projeto de maneira menos sofrível.

Agora funcionando. Carrega direto ao emulador depois que inicia o Windows e o melhor, o Magic Engine você pode operar todo pelo joystick, sem mouse, sem gambiarra pelo JoytoKey, tudo pelo Joystick, excelente.

Rodando Cadash, um excelente jogo com certeza!

E sim, com um drive IDE ligado via adaptador USB ele consegue rodar os jogos em CD. Perfeito para os meus Ys que tenho aqui.

Para funcionar CDs no emulador eu tive que encontrar o arquivo WNASPI32 e colocar junto do emulador,senão ele nem acha o drive. Importante que o drive tem que estar ligado ao aparelho antes de ligar tudo,senao, ele não enxerga.

Ele consegue saber até qual jogo é, lindo demais esse Magic Engine.

E aqui rodando o jogo. O ponto negativo é o buffer das músicas, tem horas que ele engasga e fica estranho mas roda bem e com as músicas em CDDA.

O que falta agora? O Joystick. Eu havia comprado um e o vendedor cancelou a venda. Bizarro. Tive que comprar um mais caro e agora aguardar chegar. A sorte é que agora é o Win7 então o joystick da 8bitdo vai funcionar sem problemas.

E agora eu quero fazer um drive de CD dedicado. Eu tenho um IDE bem cansado aqui, nem roda mais DVD mas lê bem CDs, então eu vou modificar todo ele para ser exclusivo do aparelho, assim como é o CD Rom² do original.

A saga terminou, mas ganhou capítulos extras que quero postar aqui! Vai ser um projeto bem curioso esse.

12.20.2025

Magic the Gathering 1997 - O jogo de PC no celular Android

Se tem algo que em algum momento um jogador de RPG acaba encontrando é um jogo de cartas de 1993 chamado Magic the Gathering.

O jogo com mais de 50 milhões de jogadores pelo mundo conquista pelas suas mecânicas complexas e a necessidade de estratégia fora do comum para jogar.

Mas eu conheci o jogo de uma forma vem diferente, em uma demo do jogo de computador de 1997, que hoje é conhecido como Shandalar, o nome do universo que passa o jogo.


O jogo além de ser o famoso de cartas, tem um modo de história super interessante onde você vai duelando e conquistando melhores cartas, tudo no intuito de evitar que os cinco reais dominem o plano de Shandalar. Só com isso você já se entretém bastante.

Aqui eu conheço a maioria das cartas que guardo bem na memória e tenho muito apreço por este jogo.


Mas como eu acabei voltando ao Magic TG depois de tanto tempo? Conheci uma pessoa em um dos meus empregos que jogava. Entre as conversas sobre cartas, coleções e estratégias lembrei tanto do jogo atual, o Magic Arena, quanto o de 1997 que joguei no meu primeiro PC.

Dias depois eu voltei a baixar e instalar no celular o Magic Arena. Consegui recuperar minha conta com meu deck e voltei a fazer muito estrago.

Mas o jogo de 1997 é o que me cativa. Queria jogar ele novamente.

Então eu comecei algo que a jei que seria rápido de fazer, não contava com tantos problemas e desafios.

Pela idade do jogo você já deve deduzir que ele rodava no Windows 95 e 98. Sim, e só roda nele. Apesar de ter versões modificadas para rodar em SOs mais novos, não tive sucesso nenhum. A mais famosa dessas versões modificadas é a Shandalar 2012, que além de modernizar para rodar em SOs mais novos, adicionaram muitas cartas novas, o que também afetava minha experiência pois queria as antigas.

E para aumentar ainda meu desafio eu decidi rodar no celular... Aí aí aí aí... Que idéia idiota...

Então a primeira coisa que eu pensei, vou rodar pelo Winlator, o app que roda executáveis do Windows usando o Wine no celular. Não funcionou.

Então vou rodar no DosBox, fácil fácil. Só que não.

Primeiro que para achar uma imagem de HDD com o Win95 ou 98 que funcionasse bem foi bem difícil. Depois perdi muito tempo tentado fazer a de Win95 funcionar pra descobrir que o tamanho da imagem era pequeno demais e não ia caber o jogo dentro.

Depois de tanto mexer eu achei uma imagem com o Windows 98 no Internet Archive mas de uma forma estranha, eram duas imagens, uma para dar boot e outra com o SO.


O que foi útil aqui foi o arquivo com os drivers para instalar, logo explico.

Depois de bater muita cabeça para descobrir como fazer funcionar surge outro problema, a imagem.

Além de uns bugs esquisitos a resolução e cores não aumentavam, era o driver.

O DosBox usa uma emulação da placa de vídeo da S3, a Trio32/64. Então graças aos arquivos que vieram junto do pack acima eu instalei e agora está em 1024x768 a 16bits de cores.

Mas como nada é fácil, quando se usa imagens de HDD no DosBox você não tem acesso aos arquivos externos, apenas aos que estão lá. Então eu baixei o WinImage, instalei usando o Winlator, abri a imagem por ele, injetei a pasta do jogo e agora eu podia finalmente iniciar a jogatina.

Winlator salvando mais uma vez nas gambiarras


Eis que então começa um show de congelamentos, além de bugs no próprio Windows. Então lá vai eu ler para entender o porquê isso acontece.

O DosBox tem algumas opções que você pode mexer para melhorar a compatibilidade com algumas coisas, com o Windows não é diferente, então você precisa aumentar a memória principal e de vídeo além de ajustar o processador para rodar com algumas especificações.

Deixo aqui parte do meu arquivo de configuração do Magic DosBox para quem quiser tentar também:

[dosbox]
memsize=64
vmemsize=16
#vmemsizekb=0
machine=svga_s3

[render]
aspect=true
frameskip=0

[cpu]
core=dynamic_dynrec
cputype=auto
cycles=100000
cycleup=500
cycledown=500

[speaker]
pcspeaker=false
pcrate=8000
tandy=off
tandyrate=22050
disney=false

[midi]
mpu401=none

[gus]
gus=false

[sblaster]
sbtype=sb16
mixer=true
oplmode=auto
oplemu=fast
oplrate=16000

[mixer]
nosound=false
prebuffer=15
rate=16000
blocksize=512

[ipx]
ipx=false

[serial]
serial1=disabled
serial2=disabled
serial3=disabled
serial4=disabled

[dos]
xms=true
ems=true
umb=true

[joystick]
joysticktype=none


Veja que eu deixei na parte de CPU um valor fixo de ciclos, isso ajuda a evitar os travamentos. O núcleo tem que ser o "dynamic" para também evitar problemas no Windows 98.

Agora enfim eu consigo jogar o Shandalar pelo celular usando o Magic DosBox

Eu fiz uma botos customizados na interface do Magic DosBox que são os reais necessários para jogar. Ainda tem outras funções mas você pode chamar o teclado e apertar as teclas quando necessário.

Ainda pode ocorrer algum congelamento no jogo, então o jeito é ir salvando casa passo.

Esta foi a safa de fazer funcionar um jogo muito velho, mas não o suficiente para ser fácil de emular. Com isso eu vejo que ainda temos muito que avançar em certas áreas da emulação para conseguir ser menos penoso rodar jogos antigos assim.

Vídeo do jogo rodando no meu Poco X7 Pro



12.01.2025

Scoundrel Dark Souls - um jogo de cartas

Se tem uma coisa que sempre gostei desde pequeno é baralho. Sim o baralho comum de 52 cartas que conhecemos bem.

O primeiro jogo que aprendi a jogar foi Pife. Um jogo que você precisa fazer três trios de cartas para ganhar.
Depois claro, o clássico brasileiro Truco mas tem um que aprendi graças ao Windows e é o Paciência.

Jogar com cartas reais tem um gosto ainda maior e é super divertido ver que o jogo tem um mecanismo tão genial que não tem softlock, sempre tem alguma saída maluca que exige atenção do jogador.

Mas recentemente conheci um jogo chamado Scoundrel que se joga com um baralho comum mas é um RPG roguelike, isso mesmo, com baralho comum.

Eu mostrei ao meu sobrinho e começamos a devanear nas possibilidades e ele me solta uma frase "e se existisse um baralho do Dark Souls?" E no mesmo dia procurei e encontrei um baralho temático deste amado jogo.
E não é que existe?!?!?!?

Tratei de comprar para poder tornar a experiência de jogar Scoundrel ainda mais impressionante!

E não me arrependi pois tem artes fantásticas e quem criou usou ideias muito boas para casar personagens com os naipes 
Todas as cartas com desenhos

E então fui jogar Scoundrel. De fato ficou bem legal ver que não era mais um Às de Paus e sim o Artorias, ou então o Valete de Espadas era agora o Seath.

Mas nas regras originais nenhuma carta vermelha com figuras entra no jogo, então eu perdia personagens muito legais como o meu favorito Lautrec ou mesmo o Gwyn como Boss a ser derrotado.

Foi aí que pensei se não seria possível expandir o Scoundrel para usar todas as cartas. Convoquei novamente meu sobrinho e discutimos algumas idéias e cheguei ao que penso ser algo substancial para o Scoundrel Dark Souls.

Se você não conhece o jogo Scoundrel vai aqui uma explicação:

Você retira todas as cartas vermelhas com figuras.

Cartas pretas são inimigos, e a força delas vai de 2 até 14, sendo J 11, Q 12, K 13 e A 14.

Cartas de Ouros são armas que você pode equipar, então de 2 a 10.
Cartas de Copas são poções de cura, de 2 a 10.

Você tem 20 de HP e não passa disso.

Você embaralha o deck e desce quatro cartas, aqui chamamos de 'salas'. Para passar para a próxima sala você precisa pelo menos ter três cartas eliminadas.

Caso não queira encarar aquela sala você pode correr, e essas quatro cartas vão para o fundo do deck, ou seja, você em algum momento vai encarar ela de novo. Não se corre duas vezes seguidas.

O combate pode ser direto, o que faz você perder HP equivalente ao poder do monstro, ou você pode usar uma arma para reduzir ou mesmo neutralizar o dano.
Importante que a arma quebra, ela reduz a capacidade a cada monstro que mata com ela. Se matar um monstro 10, você só pode matar de 9 pra baixo. Você pode descartar a arma para pegar outra, só pode ter uma arma na mão.

O objetivo é derrotar todas as criaturas, se conseguir, ganhou o jogo.

Como então funcionaria o Scoundrel Dark Souls?

Eu postei o básico no Discord do Cosmic Effect, aqui fica mais detalhado.

Todas as cartas são jogadas, inclusive os Coringas.

O Valete, Dama, Rei e As de Ouros agora são seus Summons, com os poderes equivalentes anteriormente citados.

O summon funciona como uma arma, porém não substitui a sua atual, é um companheiro mesmo que ajuda a derrotar os monstros ou Bosses. Assim por exemplo, se eu summono um K de Ouros ele pode derrotar monstros de Q para baixo, desgastando igual a arma até chegar o seu fim. Você só pode summonar um personagem, igual a arma.

Mas aqui tem uma diferença, se o Summon tiver força igual ao boss, ambos morrem. Se o Boss for mais forte que o Summon a diferença ficará como dano ao Boss, diminuindo o HP dele, dando oportunidade de dar fim nele.

Outra novidade são as cartas de Copas, Valete, Damas, Rei e Ás.

Valete de Copas é o item de Summon, o Covenant Warrior of Sunlight. Uma vez adquirido te acompanha até o fim do jogo.
Ele faz com quem todo Summon seu tenha +1 de força, dando a impressão de Jolly Cooperation que o Solaire gosta tanto. Praise the Sun!

Dama de Copas é o Lordvessel, o item necessário para finalizar o jogo.

O Rei de Copas é Gwyn, o Boss final do jogo. Ele é a única carta que fica fora do baralho pois ele fica em uma 'sala' espacial, a do fim do jogo. 
Gwyn tem 20 de força, exigindo que o jogador tenha preparo para combater.

O Ás de Copas é Gwyndolin, ele vai no baralho, é um Boss com 14 de força.

Os Coringas é o Patches. O Coringa vermelho tira 5 de HP seu, te derrubando do abismo. O Coringa preto te tira alguma coisa. Se tiver uma opção na sala ele tira, senão tiver poção ele tira alguma arma da sala, se não tiver ambos ele tira a arma que você empunha. Se nada desses tiver ele não faz nada.

E como finaliza esse jogo?

Diferente do original, que exige que você encare todos os monstros, aqui você tem que cumprir o mesmo objetivo do Dark Souls, conseguir o Lordvessel e ter as quatro grandes almas, representado pelos Bosses das cartas de Paus.

Com o Lordvessel em mãos e as quatro almas você pode abrir a sala do Gwyn e lutar contra ele. Derrotando-o você ganha o jogo. Aqui você escolhe quando quer fazer isso, deixando você continuar a explorar, se equipar e até mesmo summonar alguém para te ajudar.


Então essa é a ideia de Scoundrel Dark Souls aproveitando o baralho que adquiri, você pode usar um baralho normal para jogar, mas com esse deck fica bem mais divertido, ou até mesmo você pode adaptar algum mudando alguns desenhos de cartas pois nem todas batem se pensar bem.

A exemplo a Priscilla, poderia ser qualquer outro. Tem outros Summons no jogo ou mesmo personagens que poderiam ser legais aqui como o Oscar ou mesmo o Havel.

As cartas numeradas podem representar itens reais do jogo como as armas e também os itens de cura, assim como os monstros que temos muitos bons no jogo.

Enfim, vai que eu acabe elaborando algo do tipo e crie um deck temático totalmente voltado ao universo de Dark Souls? Caso faça eu compartilho com todos que queiram imprimir e jogar.