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2.28.2026

Virtual Boy VR - o tripé

O item que faltava para completar o projeto, o tripé.

Eu procurei fazer de alguma forma mais barata, impressão 3D foi a primeira opção, mas a pessoa que imprime acabou não topando por causa da complexidade.

Então eu não tive saída, comprar um tripé mesmo.

Existe um que é reposição para o original e vem de lá de fora do país. Não é barato mas para fechar o projeto era o ideal.

Enrao eu decidi comprar mesmo, era a opção ideal se eu quisesse. Como não tem mesmo como encontrar um original este serviria.

Em 10 dias já está na mão e rapaz, bastou eu fazer o apoio com Foam nas medidas exatas e seu tudo certo.

Não tem a logo da Nintendo nem nada e é uma réplica do original.

Até o grampo para segurar o Virtual ele tem, sendo mesmo uma reposição para o console.

O conjunto da obra completo com o Óculos VR já preso e ajustado ao tripé.


Ele não estante, junto dos demais. Perfeito.


Agora eu consigo jogar bem ele, sem preocupar com ângulo ruim ou dor no pescoço.


Projeto finalizado!

2.22.2026

Atari 520STfm - O drive de disquete

Agora a bola da vez foi o drive de disquete.

O que está aqui não é o original. Ainda bem porque ele usa correia de borracha e com o tempo laceia e fica folgada ou pior, derrete.
Um drive da TEAC FD 235-F, excelente 

Então com o drive bacana sei que vai durar por um bom tempo mas tem um porém, você tem que torcer o cabo do aparelho para que o drive funcione e isso a longo prazo é péssimo, com o esforço no cabo isso pode causar danos e parar de funcionar.
Depois que tirei o drive, olha como fica retorcido

Pra ajudar o cabo de floppy no Atari ST é soldado direto na placa e substituir ele é um terror. Então eu pensei em fazer um extensor do cabo.

Procurei uma solução pronta e só achei na Amazon importado, além de ser um pouco salgado ia demorar pra chegar então logo descartei.
Então eu pensei em montar um por conta própria e depois de tanto pensar lembrei das barras de pinos que podemos comprar para colocar em placas perfuradas e outros projetos. Por sorte na loja de componentes eletrônicos perto do meu trabalho tinha com 40 pinos, mais que necessário pro que eu precisava:
Pra me precaver comprei logo duas barras, e isso foi o que salvou o projeto.

Então eu cheguei todo feliz e logo meti duas barras de pinos, estendendo o cabo floppy e liguei no drive. Nada.

Eu pensei, caramba, é só inverter como acontece no original, o que tem de errado?

Bati cabeça, a energia acabou na rua, voltou e fiquei ainda pensando.

Cansado de ficar deduzindo fui rodar a internet e achei um abençoado que passou pelo mesmo problema para ligar um emulador de drive.

Bendito seja você Jeff, obrigado! LINK

Então agora que eu entendi que eu precisava também inverter os pinos lá vai eu fazer uma barra de pinos com os GND e foi aí que a barra de pinos extra que comprei veio a calhar, eu fiz duas barras de pinos para o aterramento e conectei ambos com um fio:
Com essa barra feita foi fácil fazer o resto. Basta conectar a parte debaixo do cabo do Atari ST na parte de cima da extensão e os demais são GND, basta usar o adaptador que fiz:
Passei uma fica para não ter risco de curto circuito e funcionou!

Eu queria ter passado o cabo por baixo do drive mas como é exposto e o disco do rotor ficava pegando no cabo eu tive que jogar pra cima.
Pronto,emos um problema pra me incomodar no Atari ST. Três horas de trabalho que valeram a pena.

O próximo é o cabo de vídeo é este meus amigos foi uma bela saga.

2.20.2026

Atari 520STfm - Manutenção rápida

Mesmo com o Atari ST ainda precisando de peças eu estou jogando. Com todas as gambiarras que já falei nos posts anteriores eu consigo curtir bem o aparelho mas conforme a gente vai usando percebe que tem coisas que incomodam.

Uma delas é a fonte de energia.

Eu ainda não comprei a fonte ideal, a Mean Well RD-50A por dois motivos, é bem cara e também o tempo de chegada está para Março, beirando Abril, mais de um mês pra chegar. Enquanto isso a minha fonte arcade EAGO dá contra tranquilamente dele, tendo corrente acima do necessário, garantindo tudo funcionar bem. O melhor mesmo é que o calor ficaenor no ST. Tanto que cogito nem comprar a fonte mas fazer algo permanente com fonte externa mesmo.

Porém ele estava ligado direto na fonte, uma gambiarra só. Eu fui em uma loja de eletrônica aqui perto e comprei um conector de quatro pinos bem robusto, que iria melhorar um pouco a conexão e trazer segurança.

De quebra eu me preocupei em tapar os buracos que tem pois ficar entrando sujeira ali não é legal.
O fio ainda fica pra fora, não consegui fazer ficar fixo no aparelho, pelo menos por hora.

Mas já ajuda a não ficar só o fio solto e sem conexão adequada, com risco de ligar errado e queimar tudo.

O outro mecanismo que precisava de manutenção é o drive de disquete. Eu não queria mexer agora porque eu quero fazer uma extensão do cabo floppy no aparelho. O cabo é curto e soldado direto na placa e como não é o drive original você precisa "torcer" o cabo para conseguir ligar corretamente. O risco de dano é real aqui e substituir ele seria um inferno.
Ainda sim eu desmontei e lubrifique o com graxa branca aonde eu pude. Limpei bem tudo e testei várias vezes, mecanismo agora não trava nem engasga.
Qiando montei tudo percebo que o drive voltou a travar.

Há três parafusos longos que prendem o drive ao gabinete do computador. Um deles está com o buraco quebrado on o antigo dono colocou uma ruela para segurar. Além de ficar feio, arranha a superfície embaixo do aparelho e pressiona o drive além da conta.

Eu fiz uma ruela de plástico, que entra dentro do buraco quebrado mas consegue segurar bem. Folguei só um pouco os parafusos e agora o drive ficou redondo.

Rodando um dos jogos que eu curto bastante, Starray, um shmup estilo Defender que tem ótima música e gráficos.


2.18.2026

Atari 520STfm - Os desafios para o funcionamento

Com o Atari ST ligando e funcionando agora o desafio é de conseguir jogar os jogos dele.

Começa que o único meio que tenho disponível é pelo disquete, porém assim como ocorre com o Amiga, o Atari ST tem formatação própria de discos e seria necessário alguma gambiarra para tal.

Por sorte alguém em um passado distante inventou um programa para gravar imagens .ST para disquetes. O projeto se chama FloIMG.

Link para o site: LINK

Você precisa de um computador 32 bits. Consegue até usar em um computador 64 bits mas pelo modo de compatibilidade porém tem outro ponto, precisa de um drive de disquete físico, não serve drive USB.

Por sorte o que não me falta é computador velho. Eu peguei meu Pentium 4 com memória RAMBUS, instalei o software para ativar a leitura e escrita e iniciei o software. Consegui gravar discos que serviram para teste do aparelho.

Uma coisa que percebi, se não funcionou uma vez, formate o disquete no ST e tente de novo, resolveu problemas de gravação aqui.

Então eu consegui rodar jogos nele, o que me deixou muito feliz em saber que tudo está OK.

Outro ponto, o ST é europeu, ou seja 50hz e PAL. Eu até tentei rodar em 60hz mas continuou preto e branco porque a frequência não era para NTSC. Então eu teria que tentar por outro caminho, RGB.

Pra quem já mexeu com RGB a lógica quando se olha para esse pinout você já deduz facilmente em pegar os sinais R, G e B, o Composite vídeo para o Sync, conectar na GBS-8200 e ser feliz. Mas nada comigo é simples. O composite vídeo não serve para Sync em Ataris ST com modulador RF, o que é o meu caso, mesmo que não tenha o modulador ainda precisa de uma gambiarra para dar certo.

O correto é pegar o Horizontal Sync e o Vertical Sync para criar o Sync, isso você também tem que usar alguns resistores para não passar o todo o sinal Sync de vez e aí sim a GBS-8200 funciona.
Aqui está indo pra GBS-8200 e depois para outro conversor de VGA para composto.

Só que eu desconfiado fui ler um pouco mais sobre isso. Fazer desta forma você pode com o tempo queimar o Sync e aí nem RGB, nem composto, nem nada.

O correto é fazer um circuito para ao mesmo tempo juntar os Sync mas aliviar a corrente e evitar que queime com o tempo.
Então volta pra trás tudo que eu fiz e fico de novo em preto-e-branco...

Pensando nisso lembrei de uma TV de tubo que ganhei do meu pai, uma TV muito boa, 21 polegadas de tubo encurtado, dessas últimas que foram lançadas. Está com problema no Flyback e com poucos minutos a imagem já fica com interferência, mas por ser nova aceita os sistemas de cores e não é que ficou colorido?
Agora mais que nunca eu tenho que arranjar um jeito de consertar essa TV.

Porém uma ideia puxa a outra e lembrei de um conversor que tinha comprado e guardado de Composto para VGA, isso mesmo, o contrário, ligar o cabo amarelo de vídeo no conversor para sair VGA.


Então eu fiz a doidera se ligar AV para VGA e aí eu liguei no VGA para AV que instalei na minha TV de tubo e saiu colorido!
O ponto negativo, não tem como redimensionar a imagem pelo conversor AV para VGA, apenas no VGA para AV porém como está instalado dentro da TV não consigo mexer.

É possível usar no monitor também e aí eu posso redimensionar, porém a qualidade é igual a ligar o vídeo composto em TV moderna.
É jogável, mas a qualidade é bem regular. Eu estou usando esse modo atualmente mas a ideia é buscar montar o cabo RGB para usar a BGS-8200 mesmo.

Esta é a saga do vídeo que achei um meio provisório porém quero mesmo ter algo definitivo. Eu comprei dois conectores DIN 13 para montar um cabo composto e outro RGB usando o circuito acima.

2.17.2026

Atari ST - a grande aposta

Se tem um computador que sempre fui fascinado é o Atari ST.


Muitos conhecem a Atari pelo console que definiu o mercado dos games, o Atari 2600. Porém a empresa teve além de outros consoles, uma linha de computadores que fez história na Europa.

Dos muitos que também tiveram a linha ST marcava uma revolução dos 8 para os 16 bits. Na verdade ele surge no meio de muitas atribulações de aquisições de empresa, mudanças de donos e pensamentos. Commodore seguia outro rumo e estava se preparando para o Amiga, o monstro que mudou muita coisa que conhecemos como jogos e música. Mas para não ficar por baixo a Atari, agora na mão de Jack Tramiel, precisava ter uma resposta rápida. O projeto que já existia precisava nascer antes do rival, e foi o que aconteceu, o projeto ST.

Então assim como existia a rincha dos 8 bits, protagonizada pelos Commodore 64, ZX Spectrum e Atari 800, nos 16 bits dos PCs tivemos o Amiga 500/1200 e o Atari ST. Se olharem bem nos posts anteriores eu fui pelo caminho do ZX Spectrum, não que eu queira um Atari 800 mas tá bem salgado comprar um, aqui também não foi diferente, eu curto demais o ST.

Gosto muito do Amiga também mas o ST tem uma aura diferente, algo que foi completamente perdido para nós brasileiros e até mesmo para outros amantes da Atari. Mostra que de fato, em 1985 já existia um 16 bits que podia muito bem ser um console mega poderoso. 

Eu já tive uma tentativa de replicar parte do poder do Atari ST usando um Raspberry Pi 3, porém o projeto não saiu bem como eu queria. O RPi3 não é poderoso o suficiente para rodar o emulador Hatari somado a imagem de disco rígido que eu tinha colocado lá. A cada 10 segundos tudo fica mais lento, o que é um saco. Se rodar imagens de disco tudo corre normalmente, mas ficar selecionando imagens de disco é um saco em um emulador.



Então eu meio que fiquei frustrado, queria jogar os jogos mas não conseguia de maneira satisfatória. Eu podia emular no PC mas como falei antes, é bem chato.

Então recentemente como eu estou conseguindo encontrar alguns itens bem legais a valores decentes eis que procurando pela enésima vez algum Atari 5200 me aparece um anúncio na OLX de um Atari 520STfm.

O valor não estava nada barato, ao menos pro meu bolso. O anúncio estava muito bem detalhado, o que mostrava que o vendedor era sincero no que falava, um ponto positivo.

Quando eu passei as outras fotos eis que tem uma assim:
Desmontado. Ao mesmo tempo que isso me preocupou me criou alguma esperança. Se notar tem uma placa com memória RAM nela. Isso é uma expansão de memória bem rara pro ST, rara e cara.
Uma outra foto mostrava a tela cheio de "bombas". Um código do sistema pra mostrar aonde pode estar o erro. O normal são 3 ou 4 bombas que geralmente são erros da CPU e que podem ser a memória RAM. Aqui é um tiro no escuro.
Por fim o drive de disquete que já foi trocado, o que é um bom sinal também. O original tem uma correia que com o tempo deteriora e o drive para de funcionar.

Pensei por uns dias se valia a pena a aposta alta, muito alta,em um computador que nunca vi na vida e se eu conseguiria consertar. O que me chamou atenção foi justamente a expansão de memória pois eu tinha visto um vídeo do Adrian's Digital Basement consertando um ST e um dos problemas era justamente essa expansão.

Praquem estiver curioso sobre o vídeo e o canal, aí está: VIDEO

Então eu "puxei o gatilho", conversei com o vendedor e comprei parcelado. Um vendedor muito gente boa e comunicativo. Quando o pacote chegou no meu trabalho estava tão bem embalado que demorei pra conseguir desembalar. Veio do mesmo jeito que estava nas fotos, sem danos nem problemas no transporte.

Agora com ele em casa a primeira coisa que eu fiz foi tirar a fonte de alimentação. É um computador originalmente europeu e usa fonte de 220V. Aqui em SP capital é 110V. Eu já tinha lido que dentro dele corre 5V e 12V, fácil fácil de repor. Só não esperava que eu precisaria de 1.6A na linha 12V e 3A na linha dos 5V, uma fonte de 50W, ou seja, nada fácil de substituir.

Por sorte eu tenho uma fonte de arcade, bem forte e que seria mais que o suficiente para ligar o ST.
Uma muito similar a esta

Então bastou eu cortar da fonte original os pinos de conexão para a placa mãe, ligar nesta fonte e por fim ligar tudo. Para ligar na TV eu usei a conexão RF no canal 34 para enxergar as coisas. Sim, por ser europeu ele sintoniza neste canal bem alto.

E apareceu as tais bombas na tela. Eu decidi então ligar e deixar rodando por um tempo, apertar os soquetes e foi mudando, mudando, mudando, até o ponto que o computador tentava iniciar e não conseguia.




Me acendeu uma esperança. Então o que resolvi fazer, tirar todos os Chips soqueteados, limpar bem os contatos e colocar de volta. Para isso eu tinha que tirar a expansão de memória e confesso que me deu um belo frio na barriga.

Sabendo do vídeo do Adrian e como aquela expansão podia ser um problema, eu retirei toda ela, retirei todos os CIs, limpei tudo, soquetei de volta e tentei de novo. Mesmo problema. Ali eu já comecei a ficar sem esperança. O drive de disquete fazia barulho de que procurava algo então eu gravei um sistema operacional em um disquete e tentei rodar ele. O EmuTOS que é bem bacana aliás por dar esta opção. Mas dava o mesmo problema, ou 3 bombas ou 4 bombas.

Já ficando bem chateado eu já pensei em um plano B, colocar um Raspberry Pi 4 dentro e usar o teclado dele nativamente,coisa que já tinha visto por conta do projeto Rastari que usei no meu RPi3. Comprei um Arduino Leonardo, instalei o script, coloquei os fios e funcionou super bem.
Dava para ter algum gostinho de poder de alguma forma ter um ST, apesar da frustração, seria a carcaça mais cara que teria comprado para um projeto de réplica.

Eis que então eu tive um estalo na mente.
Eu tinha encontrado o manual da expansão de memória, a Xtra-RAM Marpet Deluxe, e tinha passado o olho nele.

Uma das coisas que tinha lido era que as memórias eram colocadas em "bancos" e em pares, como era antigamente com memórias EDO. Se olhar bem as memórias estavam no banco 2 e não no banco 1.

Ou seja, estava mesmo expandindo a memória, somando com a original.

Só que no mesmo manual falava em desabilitar a memória interna e deixar apenas a externa, fato este que vi em alguns vídeos sobre essa expansão.

E tinha mesmo no manual falando sobre isso:
Eu pensei que já que tava tudo perdido, porque não tentar. Eu medi o capacitor próximo aonde tinha os 5V, levantei os dois resistores R60 e R61, liguei nele e liguei o ST. Nada, nenhum erro ou mensagem, era um bom sinal.

Então eu peguei a memória, limpei bem ela junto com a expansão, religuei toda ela de novo com o maior cuidado do mundo, coloquei as memórias no banco 1, que substitui a interna e BOOM! FUNCIONOU!

No fim o que poderia ser o problema era na verdade a solução! A expansão salvou o Atari ST!
A pequena modificação para desabilitar a memória interna. Super simples.

Consegui confirmar qual é a TOS do computador, a versão 1.02 que é ótima para jogos, ruim para disco rígido.

Carregando o EmuTOS confirmou que agora ele tem exatos 2MB e não está mais contando a interna.

Até jogo está rodando, com o drive de disquete que veio com ele! 



Essa é a primeira parte de uma saga que quero compartilhar pois está sendo fantástica. De um projeto que estava quase desistindo para um aparelho que está voando agora. Ou seja, sempre vale a tentativa caso tenha alguma idéia maluca.

2.04.2026

Virtual Boy VR - o celular dedicado

Continuando meu projeto do Virtual Boy, agora com nome de batismo definido, eu procurava um celular para ficar dedicado a função de jogar.

Minha coleção de celulares é pequena e com aparelhos bem fracos. O melhor que chegava perto era o Moto X2 porém ele tá todo desmontado e sem bateria. Até cogitei em comprar uma mas sem saber se daria certo no projeto deixei pra lá.

Então comecei a olhar celulares para comprar. Queria pagar barato porém se tem uma coisa que aprendi na vida é que celular é um item complicado de comprar em segunda mão e não queria perder o réu primário por uma coisa boba.

Eis que revirando nas minhas coisas tinha um Moto G5 Plus que foi da minha esposa e depois da minha filha que por sua vez virou pó. Tava destruído porém ligando e eu ainda consegui instalar o RetroArch Plus e testar o Virtual Boy nele.
Parte da tela sem funcionar, touch falhando mas ainda vivo. Foi o suficiente para saber que era o ideal para o projeto.

Moto G5 Plus atende algumas necessidades do projeto, uma tela grande mas não gigante, bom processador e boa compatibilidade.
  • Android 8.1 Oreo
  • 150.2 x 74 x 7.7 mm
  • 155 gramas
  • 2 GHz 8 Core sendo um Snapdragon 625 Qualcomm MSM8953 armV7 64bits
  • GPU Adreno 506
  • 2 GB RAM
  • 32 GB Armazenamento

E lá vai eu fazer algo que incrivelmente nunca fiz, arrumar um celular. Pesquisei a tela e pasmem, 50 reais.
Desmontei o original pra ver se era isso mesmo e sim era compatível.

O celular tava tão destruído que o aro lateral estava torto, faltando pedaços de plástico e os botões emperrados. Com coragem desmontei completamente o aparelho, limpei o máximo que podia com álcool isopropílico e testei novamente, tudo OK. Nem o sensor de digital dele tava bom, o flat estava rasgado, mas nesse caso também não seria necessário, assim como a câmera que está morta.

Ou seja, só ia servir mesmo para algum projeto de emulação caso eu quisesse e foi o casamento perfeito.

Com a tela em mãos já tinha deixado tudo pronto para instalação que foi em dois minutos, funcionando perfeitamente peguei a cola de celular que minha esposa tem. Sim, ela já consertou muitos celulares e tem os aparatos. Colei mas não ficou muito bom por não ter elásticos fortes para segurar. No meu caso não tinha necessidade de perfeição, apenas que fixasse, e foi que a cola fez.
A tampa traseira já tinha seus danos, um deles que me incomodou muito foi do metal estar levantado, coisa que eu não conseguia colocar de volta no lugar. Eu tentei cobrir com o contact vermelho mas ainda não ficou do meu agrado.
Rodando RetroArch com o controle conectado

Veio uma película junto, de vidro e quando fui colocar estava com defeito... E lá vai eu comprar outra película pois essas telas genéricas não são nada resistentes a arranhões e sabia que sem película era questão de tempo de estar estragado.

Por sorte comprei um kit que veio também com uma capinha.

Então eu resolvi além de colocar a película, usar a capinha para facilitar o uso e proteger o aparelho, para isso eu tinha que tirar aquela aba levantada da tampa traseira, então eu usei de novo a micro retifica para tirar e lixar.

O celular Android precisava apenas de alguns programas para funcionar do jeito que eu queria.
Depois de um Hard Reset, apagando tudo e tirando contas Google do aparelho, reiniciei e configurei sem nenhuma conta. Retirei e desativei tudo que era desnecessário e instalei três apps. O ZArchiver, para manipular arquivos, o Rotation Control, um app que faz o Android ficar fixado em uma rotação específica, no caso aqui em paisagem e o Auto Start para iniciar o RetroArch Plus logo que liga.

Youtube tá ali a toa, não funciona também

Sistema arrumado, faltava o toque final, o nome.

Virtual Boy VR. Alusão ao óculos VR e tecnologia usada para aplicar o efeito de profundidade com o celular Android.
Imprimi, colei em dupla face, recortei, retoquei com canetinha preta e colei

O celular também ganhou provisoriamente o nome nele:
E o sistema pronto para jogar
Dou como finalizado o projeto. Ainda tem dois itens que seriam interessantes, o tripé, que busquei imprimir em 3D que encontrei no site que citei em post anterior, o Planet Virtual Boy, mas a pessoa que ia fazer não me deu resposta.

Existe um tripé de reposição na Amazon, o valor meio salgado mas cogitável.

E também um cabo Y onde pode conectar o controle, via OTG, e também o carregador. Do modo atual fica todo dependente da bateria, que dura em média duas horas.


Em breve eu faço vídeo dele e publico aqui.

No ano em que o Virtual Boy faz 30 anos e a Nintendo vai lançar algo similar ao que fiz para o Switch 1 e 2, eu faço o meu próprio sem nem me ligar do projeto original da Big N.