Minha coleção de celulares é pequena e com aparelhos bem fracos. O melhor que chegava perto era o Moto X2 porém ele tá todo desmontado e sem bateria. Até cogitei em comprar uma mas sem saber se daria certo no projeto deixei pra lá.
Então comecei a olhar celulares para comprar. Queria pagar barato porém se tem uma coisa que aprendi na vida é que celular é um item complicado de comprar em segunda mão e não queria perder o réu primário por uma coisa boba.
Eis que revirando nas minhas coisas tinha um Moto G5 Plus que foi da minha esposa e depois da minha filha que por sua vez virou pó. Tava destruído porém ligando e eu ainda consegui instalar o RetroArch Plus e testar o Virtual Boy nele.
Parte da tela sem funcionar, touch falhando mas ainda vivo. Foi o suficiente para saber que era o ideal para o projeto.
Moto G5 Plus atende algumas necessidades do projeto, uma tela grande mas não gigante, bom processador e boa compatibilidade.
- Android 8.1 Oreo
- 150.2 x 74 x 7.7 mm
- 155 gramas
- 2 GHz 8 Core sendo um Snapdragon 625 Qualcomm MSM8953 armV7 64bits
- GPU Adreno 506
- 2 GB RAM
- 32 GB Armazenamento
E lá vai eu fazer algo que incrivelmente nunca fiz, arrumar um celular. Pesquisei a tela e pasmem, 50 reais.
Desmontei o original pra ver se era isso mesmo e sim era compatível.
O celular tava tão destruído que o aro lateral estava torto, faltando pedaços de plástico e os botões emperrados. Com coragem desmontei completamente o aparelho, limpei o máximo que podia com álcool isopropílico e testei novamente, tudo OK. Nem o sensor de digital dele tava bom, o flat estava rasgado, mas nesse caso também não seria necessário, assim como a câmera que está morta.
Ou seja, só ia servir mesmo para algum projeto de emulação caso eu quisesse e foi o casamento perfeito.
Com a tela em mãos já tinha deixado tudo pronto para instalação que foi em dois minutos, funcionando perfeitamente peguei a cola de celular que minha esposa tem. Sim, ela já consertou muitos celulares e tem os aparatos. Colei mas não ficou muito bom por não ter elásticos fortes para segurar. No meu caso não tinha necessidade de perfeição, apenas que fixasse, e foi que a cola fez.
A tampa traseira já tinha seus danos, um deles que me incomodou muito foi do metal estar levantado, coisa que eu não conseguia colocar de volta no lugar. Eu tentei cobrir com o contact vermelho mas ainda não ficou do meu agrado.
Veio uma película junto, de vidro e quando fui colocar estava com defeito... E lá vai eu comprar outra película pois essas telas genéricas não são nada resistentes a arranhões e sabia que sem película era questão de tempo de estar estragado.
Por sorte comprei um kit que veio também com uma capinha.
Então eu resolvi além de colocar a película, usar a capinha para facilitar o uso e proteger o aparelho, para isso eu tinha que tirar aquela aba levantada da tampa traseira, então eu usei de novo a micro retifica para tirar e lixar.
O celular Android precisava apenas de alguns programas para funcionar do jeito que eu queria.
Depois de um Hard Reset, apagando tudo e tirando contas Google do aparelho, reiniciei e configurei sem nenhuma conta. Retirei e desativei tudo que era desnecessário e instalei três apps. O ZArchiver, para manipular arquivos, o Rotation Control, um app que faz o Android ficar fixado em uma rotação específica, no caso aqui em paisagem e o Auto Start para iniciar o RetroArch Plus logo que liga.
Sistema arrumado, faltava o toque final, o nome.
Virtual Boy VR. Alusão ao óculos VR e tecnologia usada para aplicar o efeito de profundidade com o celular Android.
Imprimi, colei em dupla face, recortei, retoquei com canetinha preta e colei
O celular também ganhou provisoriamente o nome nele:
Dou como finalizado o projeto. Ainda tem dois itens que seriam interessantes, o tripé, que busquei imprimir em 3D que encontrei no site que citei em post anterior, o Planet Virtual Boy, mas a pessoa que ia fazer não me deu resposta.
Existe um tripé de reposição na Amazon, o valor meio salgado mas cogitável.
E também um cabo Y onde pode conectar o controle, via OTG, e também o carregador. Do modo atual fica todo dependente da bateria, que dura em média duas horas.
Em breve eu faço vídeo dele e publico aqui.
No ano em que o Virtual Boy faz 30 anos e a Nintendo vai lançar algo similar ao que fiz para o Switch 1 e 2, eu faço o meu próprio sem nem me ligar do projeto original da Big N.
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