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12.31.2025

Magic Engine - A máquina dedicada ao PC Engine enfim finalizada

Sim, eu consegui terminar uma máquina dedicada antes de 2026, graças aos dias de férias que me deram tempo para pensar porque tava difícil.



E não foi nada simples chegar a um resultado. Tudo por conta dos vários problemas que eu tive para conceber esse projeto que estou a pelo menos dois meses pensando em como fazer e só foi começando a ter forma quando eu coloquei a mão na massa.

Na verdade no meio do caminho eu quase comprei um PC Engine. Eu ia comprar um com o everdrive mas desisti quando eu pensei o valor do console pela quantidade que eu ia usar. Não tenho muito tempo disponivel atualmente para aproveitar plenamente os jogos e dar 1500 reais em algo que ia ficar parado não vale a pena, meu PS4 que o diga.

Se você leu o post anterior sobre o assunto já entendeu que o projeto tinha chegado a um estado funcional.

Eu desfiz tudo daquele estado.

Começa pelo Windows XP que eu não entendi nada. Eu já havia feito a customização uma vez com o FM Towns Neo, ficou ótimo. Aqui eu não consegui eliminar uma tela chata de inicialização que sempre aparecia e quebrava toda a imersão.

Então tomei uma ação drástica, procurei algum drive IDE que eu tinha que rodava DVD e instalei o Windows 7.

O Win7 eu tenho um maior domínio de customização, afinal o X68000, NEC PC-98 e o 3DO todos passaram por esse tratamento.

Depois de instalado comecei já testando se o emulador Magic Engine iria rodar 100% e se aceitaria o drive de CD. Tudo OK, funcionou como deveria.

Então aí sim eu comecei modificando o sistema. Por motivos desconhecidos as mensagens do Windows 7 iniciando e encerrando mesmo eu alterando as DLLs não mudaram. Pelo menos são mensagens comuns como "Bem vindo" e "Encerrando", não quebra tanto a imersão.

O tempo de inicialização aumentou pois Win7, num processador de 1Ghz e HD mecânico não tinha como esperar muita coisa.

A carcaça também foi um trabalho de engenharia pois tinha que fazer um esqueleto por dentro e a carcaça "limpa" por fora, eu queria a menor quantidade de emendas possíveis.

Errei feio no botão de Power. Tive que ser criativo para não perder o progresso, o resto ficou tão certo, bem medido e ajustado...

Então eu fiz o design dos adesivos e eu usei um deles, o de Power, para cobrir a bobeira que eu fiz.


O topo eu fiz uma alusão ao design do original, mas com o logo do emulador Magic Engine e o batizei assim, porque não? Afinal graças a ele que foi possível fazer esse projeto de maneira menos sofrível.

Agora funcionando. Carrega direto ao emulador depois que inicia o Windows e o melhor, o Magic Engine você pode operar todo pelo joystick, sem mouse, sem gambiarra pelo JoytoKey, tudo pelo Joystick, excelente.

Rodando Cadash, um excelente jogo com certeza!

E sim, com um drive IDE ligado via adaptador USB ele consegue rodar os jogos em CD. Perfeito para os meus Ys que tenho aqui.

Para funcionar CDs no emulador eu tive que encontrar o arquivo WNASPI32 e colocar junto do emulador,senão ele nem acha o drive. Importante que o drive tem que estar ligado ao aparelho antes de ligar tudo,senao, ele não enxerga.

Ele consegue saber até qual jogo é, lindo demais esse Magic Engine.

E aqui rodando o jogo. O ponto negativo é o buffer das músicas, tem horas que ele engasga e fica estranho mas roda bem e com as músicas em CDDA.

O que falta agora? O Joystick. Eu havia comprado um e o vendedor cancelou a venda. Bizarro. Tive que comprar um mais caro e agora aguardar chegar. A sorte é que agora é o Win7 então o joystick da 8bitdo vai funcionar sem problemas.

E agora eu quero fazer um drive de CD dedicado. Eu tenho um IDE bem cansado aqui, nem roda mais DVD mas lê bem CDs, então eu vou modificar todo ele para ser exclusivo do aparelho, assim como é o CD Rom² do original.

A saga terminou, mas ganhou capítulos extras que quero postar aqui! Vai ser um projeto bem curioso esse.

12.20.2025

Magic the Gathering 1997 - O jogo de PC no celular Android

Se tem algo que em algum momento um jogador de RPG acaba encontrando é um jogo de cartas de 1993 chamado Magic the Gathering.

O jogo com mais de 50 milhões de jogadores pelo mundo conquista pelas suas mecânicas complexas e a necessidade de estratégia fora do comum para jogar.

Mas eu conheci o jogo de uma forma vem diferente, em uma demo do jogo de computador de 1997, que hoje é conhecido como Shandalar, o nome do universo que passa o jogo.


O jogo além de ser o famoso de cartas, tem um modo de história super interessante onde você vai duelando e conquistando melhores cartas, tudo no intuito de evitar que os cinco reais dominem o plano de Shandalar. Só com isso você já se entretém bastante.

Aqui eu conheço a maioria das cartas que guardo bem na memória e tenho muito apreço por este jogo.


Mas como eu acabei voltando ao Magic TG depois de tanto tempo? Conheci uma pessoa em um dos meus empregos que jogava. Entre as conversas sobre cartas, coleções e estratégias lembrei tanto do jogo atual, o Magic Arena, quanto o de 1997 que joguei no meu primeiro PC.

Dias depois eu voltei a baixar e instalar no celular o Magic Arena. Consegui recuperar minha conta com meu deck e voltei a fazer muito estrago.

Mas o jogo de 1997 é o que me cativa. Queria jogar ele novamente.

Então eu comecei algo que a jei que seria rápido de fazer, não contava com tantos problemas e desafios.

Pela idade do jogo você já deve deduzir que ele rodava no Windows 95 e 98. Sim, e só roda nele. Apesar de ter versões modificadas para rodar em SOs mais novos, não tive sucesso nenhum. A mais famosa dessas versões modificadas é a Shandalar 2012, que além de modernizar para rodar em SOs mais novos, adicionaram muitas cartas novas, o que também afetava minha experiência pois queria as antigas.

E para aumentar ainda meu desafio eu decidi rodar no celular... Aí aí aí aí... Que idéia idiota...

Então a primeira coisa que eu pensei, vou rodar pelo Winlator, o app que roda executáveis do Windows usando o Wine no celular. Não funcionou.

Então vou rodar no DosBox, fácil fácil. Só que não.

Primeiro que para achar uma imagem de HDD com o Win95 ou 98 que funcionasse bem foi bem difícil. Depois perdi muito tempo tentado fazer a de Win95 funcionar pra descobrir que o tamanho da imagem era pequeno demais e não ia caber o jogo dentro.

Depois de tanto mexer eu achei uma imagem com o Windows 98 no Internet Archive mas de uma forma estranha, eram duas imagens, uma para dar boot e outra com o SO.


O que foi útil aqui foi o arquivo com os drivers para instalar, logo explico.

Depois de bater muita cabeça para descobrir como fazer funcionar surge outro problema, a imagem.

Além de uns bugs esquisitos a resolução e cores não aumentavam, era o driver.

O DosBox usa uma emulação da placa de vídeo da S3, a Trio32/64. Então graças aos arquivos que vieram junto do pack acima eu instalei e agora está em 1024x768 a 16bits de cores.

Mas como nada é fácil, quando se usa imagens de HDD no DosBox você não tem acesso aos arquivos externos, apenas aos que estão lá. Então eu baixei o WinImage, instalei usando o Winlator, abri a imagem por ele, injetei a pasta do jogo e agora eu podia finalmente iniciar a jogatina.

Winlator salvando mais uma vez nas gambiarras


Eis que então começa um show de congelamentos, além de bugs no próprio Windows. Então lá vai eu ler para entender o porquê isso acontece.

O DosBox tem algumas opções que você pode mexer para melhorar a compatibilidade com algumas coisas, com o Windows não é diferente, então você precisa aumentar a memória principal e de vídeo além de ajustar o processador para rodar com algumas especificações.

Deixo aqui parte do meu arquivo de configuração do Magic DosBox para quem quiser tentar também:

[dosbox]
memsize=64
vmemsize=16
#vmemsizekb=0
machine=svga_s3

[render]
aspect=true
frameskip=0

[cpu]
core=dynamic_dynrec
cputype=auto
cycles=100000
cycleup=500
cycledown=500

[speaker]
pcspeaker=false
pcrate=8000
tandy=off
tandyrate=22050
disney=false

[midi]
mpu401=none

[gus]
gus=false

[sblaster]
sbtype=sb16
mixer=true
oplmode=auto
oplemu=fast
oplrate=16000

[mixer]
nosound=false
prebuffer=15
rate=16000
blocksize=512

[ipx]
ipx=false

[serial]
serial1=disabled
serial2=disabled
serial3=disabled
serial4=disabled

[dos]
xms=true
ems=true
umb=true

[joystick]
joysticktype=none


Veja que eu deixei na parte de CPU um valor fixo de ciclos, isso ajuda a evitar os travamentos. O núcleo tem que ser o "dynamic" para também evitar problemas no Windows 98.

Agora enfim eu consigo jogar o Shandalar pelo celular usando o Magic DosBox

Eu fiz uma botos customizados na interface do Magic DosBox que são os reais necessários para jogar. Ainda tem outras funções mas você pode chamar o teclado e apertar as teclas quando necessário.

Ainda pode ocorrer algum congelamento no jogo, então o jeito é ir salvando casa passo.

Esta foi a safa de fazer funcionar um jogo muito velho, mas não o suficiente para ser fácil de emular. Com isso eu vejo que ainda temos muito que avançar em certas áreas da emulação para conseguir ser menos penoso rodar jogos antigos assim.

Vídeo do jogo rodando no meu Poco X7 Pro



12.01.2025

Scoundrel Dark Souls - um jogo de cartas

Se tem uma coisa que sempre gostei desde pequeno é baralho. Sim o baralho comum de 52 cartas que conhecemos bem.

O primeiro jogo que aprendi a jogar foi Pife. Um jogo que você precisa fazer três trios de cartas para ganhar.
Depois claro, o clássico brasileiro Truco mas tem um que aprendi graças ao Windows e é o Paciência.

Jogar com cartas reais tem um gosto ainda maior e é super divertido ver que o jogo tem um mecanismo tão genial que não tem softlock, sempre tem alguma saída maluca que exige atenção do jogador.

Mas recentemente conheci um jogo chamado Scoundrel que se joga com um baralho comum mas é um RPG roguelike, isso mesmo, com baralho comum.

Eu mostrei ao meu sobrinho e começamos a devanear nas possibilidades e ele me solta uma frase "e se existisse um baralho do Dark Souls?" E no mesmo dia procurei e encontrei um baralho temático deste amado jogo.
E não é que existe?!?!?!?

Tratei de comprar para poder tornar a experiência de jogar Scoundrel ainda mais impressionante!

E não me arrependi pois tem artes fantásticas e quem criou usou ideias muito boas para casar personagens com os naipes 
Todas as cartas com desenhos

E então fui jogar Scoundrel. De fato ficou bem legal ver que não era mais um Às de Paus e sim o Artorias, ou então o Valete de Espadas era agora o Seath.

Mas nas regras originais nenhuma carta vermelha com figuras entra no jogo, então eu perdia personagens muito legais como o meu favorito Lautrec ou mesmo o Gwyn como Boss a ser derrotado.

Foi aí que pensei se não seria possível expandir o Scoundrel para usar todas as cartas. Convoquei novamente meu sobrinho e discutimos algumas idéias e cheguei ao que penso ser algo substancial para o Scoundrel Dark Souls.

Se você não conhece o jogo Scoundrel vai aqui uma explicação:

Você retira todas as cartas vermelhas com figuras.

Cartas pretas são inimigos, e a força delas vai de 2 até 14, sendo J 11, Q 12, K 13 e A 14.

Cartas de Ouros são armas que você pode equipar, então de 2 a 10.
Cartas de Copas são poções de cura, de 2 a 10.

Você tem 20 de HP e não passa disso.

Você embaralha o deck e desce quatro cartas, aqui chamamos de 'salas'. Para passar para a próxima sala você precisa pelo menos ter três cartas eliminadas.

Caso não queira encarar aquela sala você pode correr, e essas quatro cartas vão para o fundo do deck, ou seja, você em algum momento vai encarar ela de novo. Não se corre duas vezes seguidas.

O combate pode ser direto, o que faz você perder HP equivalente ao poder do monstro, ou você pode usar uma arma para reduzir ou mesmo neutralizar o dano.
Importante que a arma quebra, ela reduz a capacidade a cada monstro que mata com ela. Se matar um monstro 10, você só pode matar de 9 pra baixo. Você pode descartar a arma para pegar outra, só pode ter uma arma na mão.

O objetivo é derrotar todas as criaturas, se conseguir, ganhou o jogo.

Como então funcionaria o Scoundrel Dark Souls?

Eu postei o básico no Discord do Cosmic Effect, aqui fica mais detalhado.

Todas as cartas são jogadas, inclusive os Coringas.

O Valete, Dama, Rei e As de Ouros agora são seus Summons, com os poderes equivalentes anteriormente citados.

O summon funciona como uma arma, porém não substitui a sua atual, é um companheiro mesmo que ajuda a derrotar os monstros ou Bosses. Assim por exemplo, se eu summono um K de Ouros ele pode derrotar monstros de Q para baixo, desgastando igual a arma até chegar o seu fim. Você só pode summonar um personagem, igual a arma.

Mas aqui tem uma diferença, se o Summon tiver força igual ao boss, ambos morrem. Se o Boss for mais forte que o Summon a diferença ficará como dano ao Boss, diminuindo o HP dele, dando oportunidade de dar fim nele.

Outra novidade são as cartas de Copas, Valete, Damas, Rei e Ás.

Valete de Copas é o item de Summon, o Covenant Warrior of Sunlight. Uma vez adquirido te acompanha até o fim do jogo.
Ele faz com quem todo Summon seu tenha +1 de força, dando a impressão de Jolly Cooperation que o Solaire gosta tanto. Praise the Sun!

Dama de Copas é o Lordvessel, o item necessário para finalizar o jogo.

O Rei de Copas é Gwyn, o Boss final do jogo. Ele é a única carta que fica fora do baralho pois ele fica em uma 'sala' espacial, a do fim do jogo. 
Gwyn tem 20 de força, exigindo que o jogador tenha preparo para combater.

O Ás de Copas é Gwyndolin, ele vai no baralho, é um Boss com 14 de força.

Os Coringas é o Patches. O Coringa vermelho tira 5 de HP seu, te derrubando do abismo. O Coringa preto te tira alguma coisa. Se tiver uma opção na sala ele tira, senão tiver poção ele tira alguma arma da sala, se não tiver ambos ele tira a arma que você empunha. Se nada desses tiver ele não faz nada.

E como finaliza esse jogo?

Diferente do original, que exige que você encare todos os monstros, aqui você tem que cumprir o mesmo objetivo do Dark Souls, conseguir o Lordvessel e ter as quatro grandes almas, representado pelos Bosses das cartas de Paus.

Com o Lordvessel em mãos e as quatro almas você pode abrir a sala do Gwyn e lutar contra ele. Derrotando-o você ganha o jogo. Aqui você escolhe quando quer fazer isso, deixando você continuar a explorar, se equipar e até mesmo summonar alguém para te ajudar.


Então essa é a ideia de Scoundrel Dark Souls aproveitando o baralho que adquiri, você pode usar um baralho normal para jogar, mas com esse deck fica bem mais divertido, ou até mesmo você pode adaptar algum mudando alguns desenhos de cartas pois nem todas batem se pensar bem.

A exemplo a Priscilla, poderia ser qualquer outro. Tem outros Summons no jogo ou mesmo personagens que poderiam ser legais aqui como o Oscar ou mesmo o Havel.

As cartas numeradas podem representar itens reais do jogo como as armas e também os itens de cura, assim como os monstros que temos muitos bons no jogo.

Enfim, vai que eu acabe elaborando algo do tipo e crie um deck temático totalmente voltado ao universo de Dark Souls? Caso faça eu compartilho com todos que queiram imprimir e jogar.


11.30.2025

Usando um HDD com o TK90X

Sim, é possível usar HDDs no TK90X.

Mas claro, você precisa de uma expansão pra isso e ela é a DivIDE.

A DivIDE tem vários modelos produzidos ao longo do tempo, com firmwares diferentes também mas o mais comum é a firmware FATware, que permite ler sistema de arquivos FAT16 de até 2GB.

Então o uso comum dessa expansão é com cartões Compact Flash porque os de menor tamanho são baratos, assim como o adaptador que se alimenta da própria expansão, não necessitando de energia externa.

Expansões DivIDE e KAY (Kempston + AY Sound) vendidas pelo Ernani


Mas a parte legal da DivIDE é que é uma interface IDE e logo é possível usar outras coisas ali. Eu tenho um HDD IDE de 6GB que eu usava no meu 486 guardado aqui, sem uso e pensei "será que é possível usar aqui também?"

Então resolvi por em pratica esse pensamento doido. E não é que funciona?
A DivIDE detectando o HDD IDE

O que eu fiz foi formatar a primeira partição em FAT16 com 2GB, como manda, e a outra partição deixei em FAT32 com o restante.

A intenção é que a primeira armazene aquilo que o TK90X vai enxergar para usar, o que na minha experiência os 2GB já é espaço pra caramba, e os 4GB restantes pra armazenar coisas relacionadas ao ZX Spectrum como emuladores, imagens e afins.

A combinação de TK-MEM 128K, KAY, DivIDE com HDD IDE e a Currah microslot.


Rodando Aliens Neoplasma direto do HDD

FATware conseguindo enxergar a partição.



Meus testes não foram longos então não sei se pode dar algum problema posterior. Uma das coisas que me chama atenção é que aqui agora tenho que alimentar externamente o HDD para funcionar e isso faz com que tenha energia a mais entrando na DivIDE, não sei se isso pode de alguma forma danificar então fica um alerta caso invente de querer fazer.

Pretendo agora fazer algum desenho legal para a case que construí de papel foam para guardar o HDD.

11.29.2025

Tunando o TK90X - bora fazer um upgrade

O TK90X, ou o ZX Spectrum brasileiro, já é fantástico por sí só.

Ele consegue fazer quase tudo que o original britânico faz, com uma compatibilidade de em torno de 90% com os softwares. Transmite o som com imagem para a TV e também tem uma porta de joystick que está configurada com Interface2 (as teclas 6, 7, 8, 9 e 0)
As para aproveitar mais dos jogos tem duas coisas que faltam que é a memória para 128KB e o som extra provido pelo chip AY-3-8912.

Essas coisas foram aparecendo depois do original ZX Spectrum e não à toa tiveram versões posteriores tunadas do computador.

ZX Spectrum 128 já com mais memória e som ampliado


Então muitos dos jogos que são famosos ou mesmo os produzidos atualmente vão precisar desses dois itens que o original não tem.

Aí eu comecei uma procura dessas interfaces para comprar. Entrei em grupos do Facebook e comecei a conhecer melhor o computador para então poder saber fazer as coisas.

Foi então que conheci o Ernani que faz duas interfaces super importantes para usar melhor o TK que são a DivIDE e a KAY.

As interfaces que o Ernani monta

A DivIDE na verdade é pra facilitar o carregamento dos jogos porque esperar 5 minutos a cada jogo é legal quando você tem muito tempo na vida. Hoje em dia o ideal é poder iniciar o jogo rapidamente e é isso que a DivIDE proporciona.

Com uma interface IDE você pode ler arquivos TAP ou Z80 para carregar os jogos rapidamente. A interface vem com a firmware FATware que permite partições FAT16 de até 2GB, que são mais que suficientes para maioria dos casos. Ela não grava arquivos, então não é possível escrever programas e gravar nele. Tem outras firmwares para a DivIDE que expande as funcionalidades, porém não sei como fazer pra usar.

A segunda expansão é a KAY. Ela porsua vez permite o uso de joysticks por uma porta DB9 padrão Atari no padrão Kempston, amplamente usada nos jogos em geral e também tem o CI de som AY-3-8912 permitindo ouvir as músicas dos jogos.


Mas aí faltou uma coisa nessa conta, os benditos 128KB para rodar os jogos mais elaborados.

Foi então que o Cesar veio ao meu socorro e me falou da TK-MEM 128K que tinha disponível.

A que me vendeu é bem construída e funciona numa boa. Mas para que funcione adequadamente precisa soldar um fio no barramento de saída do aparelho, senão não funciona.

O único fio a ser instalado para ativar a TK-MEM 

Aí sim agora eu consigo jogar a maioria dos jogos disponíveis no TK90X 

As interfaces adquiridas. TK-MEM, KAY, DivIDE com adaptador para CF e expansor de slots Currah Microdrive.

Rodando Aliens Neoplasma carregado pela DivIDE. Só é possível carregar esse jogo com a expansão 128KB. Também tem música pelo AY e usa controles Kempston.

Video rodando o conjunto de expansões:







11.24.2025

Placa Neo Geo MVS - cobrindo os buracos

A um bom tempo eu comecei a colecionar videogames, isso já se vai mais de 20 anos.

Eu consegui aproveitar a melhor fase, onde se encontrava muita coisa por um valor decente de se pagar. Com isso o acervo foi aumentando mesmo não tendo tanta grana pra isso.

E se tem algo que eu sei que muito colecionador já passou é a pergunta "para aonde eu vou depois?"

Eu cheguei nessa indagação quando já tinha muitos consoles, a maioria dos populares,alguns obscuros e também portáteis e o próximo passo foi curioso, placas de Arcade.

Então eu inventei de estudar como funcionavam e buscar um meio de usar como videogames. Aí percebi que já tinham inventado um troço chamado Supergun porém era bem caro para trazer uma pro Brasil e resolvi fazer do meu jeito.

Comprei uma placa Neo Geo MVS, a versão MV-1B
Ela é bem legal porque é curtinha, compacta, e super fácil de manusear.

Só tem um problema aqui, ela tem um monte de buracos.

Para um gabinete de Arcade faz todo o sentido, ela fica em um ambiente fechado e precisa dos buracos para ventilar, mas em uma estante de alguém é péssimo, junta poeira dentro da placa, é terrível.

Uma solução óbvia é fazer uma case pra ela. Se eu tivesse uma impressora 3D com certeza eu faria algo, mas eu ainda não cheguei neste nível então eu apelo para meu amigão Papel Foam.
Praqu não conhece o papel foam, ou papel pluma é uma combinação de papel cartonado com isopor no meio e pode ter diferentes espessuras.

Eu sempre compro de 3mm para os meus projetos pois fica mais fácil de cortar e manusear.

Com ele então foi elaborando um jeito de ir tampando os buracos e também fazer algo legal para ficar um corpo único.


Eis o resultado:

Apenas a parte debaixo que nao agradou muito, mas era necessário para poder proteger a placa.

O ponto negativo do papel foam é justamente ficar o isopor à mostra, o que exige um bem bolado para poder esconder.

Mas ao menos ficou mais vistosa e também com uma "dust cover" no soquete do cartucho, coisa que eu usava um cartucho do King of Fighters 98 danificada para cobrir, agora não é mais necessário.

Agora fica bem melhor e esconde bem da poeira.

O que eu ainda quero fazer é uma "tampa" para o conector JAMMA, tentar evitar que corroa com o tempo.

11.19.2025

Montando um Vídeo Touch Pad para o Atari 2600

Um ótimo jogo que o Atari 2600 sem dúvidas é o Star Raiders.


Mas para conseguir trazer este jogo ao caseiro A2600 precisava de muito improviso e simplificação.

E no fim saiu um ótimo port, com certeza a aventura não foi comprometida porém precisa de um item que não é simples de encontrar hoje em dia, um Vídeo Touch Pad.

Ele cria um teclado númerico para o Atari que expande e muito as possibilidades. O Star Raiders para ser desfrutado precisa dele.

O jogo é muito fácil ser encontrado, mas conseguir este controle é outra história.

Eu sou muito fã deste jogo e dos demais de tema espacial do Atari, tem uma aura neles que é impossível replicar hoje em dia. Queria muito poder jogar o Star Raiders do jeito que se deve no console,então pesquisando descobri como montar um desses.

Esse é um esquemático oficial sobre os periféricos para o Atari 2600.

O Keyboard ali é justamente o Vídeo Touch Pad e o esquemático é bem simples de construir.


Peguei uma perfboard, botões e mandei bala na solda.
Funciona que é uma beleza e o melhor, agora posso jogar o game.

11.13.2025

Máquina dedicada ao PC Engine - início de uma nova saga

Nos meus devaneios eu estava querendo comprar um PC Engine, mas rapaz ele tá um pouco salgado...

Um em bom estado com um Everdrive pode chegar a uns 2K. Eu encontrei alguns mais em conta, com danos diversos mas o mais barato foi em torno de 1000 reais.
Eu me conheço bem, eu compro, jogo um pouco e pode ficar parado por um bom tempo até voltar pra ele. Pouco tempo e acervo gigantesco faz com que eu não consiga aproveitar bem os consoles que tenho. Eu procuro na oportunidade adquirir eles para quando eu finalmente tiver esse tal tempo, possa desfrutar tudo que consegui juntar.

Mas na minha maluca lista de consoles e computadores que eu poderia montar uma máquina dedicada estava então um PC Engine. Depois do 3DO eu não vejo muitos outros consoles possíveis para querer montar, mas definitivamente o PC Engine, um console que já tive, estava na lista.

Eu tinha uma máquina parada que apesar de modesta poderia quem sabe servir de algo, já que o PC Engine é um console mais simples.

É um Thin Client Wyse Cx0 com um processador VIA C7 1Ghz e 2GB DDR2.

Tinha comprado para fazer um mini PC retro e até consegui com certo grau de sucesso mas não ficou do meu agrado. Você até consegue usar o Windows 98SE/ME nele mas fica faltando apenas um item, o driver de som que não existe e isso tira toda a graça.

Eu consegui fazer ele rodar MS-DOS e emular um drive de som Sound Blaster que ficou bem legal, um Mini PC MS-DOS, tudo por USB, tanto o drive de armazenamento quanto o mouse e teclado, super prático.




Mas eu já tenho muitas máquinas reais para jogar games assim e acabou ficando parada sem nenhum objetivo específico.

Ele roda bem Windows XP, mas novamente eu tenho um monte de máquinas que fazem isso de maneira muito melhor, não tinha motivo de manter essa.




Então voltando pra casa e pensando que ao invés de comprar eu poderia então colocar o plano em pratica de montar uma máquina dedicada pro PC Engine usando ele.

Eu já tinha um HD IDE de 2.5 polegadas com Windows XP instalado então parti daí mesmo. Já tinha testado 3DO nele antes mas sem sucesso, porém PC Engine não é tão exigente assim de hardware. Ou será que não?

De início achei que o Ootake seria o ideal. Sempre ouvi falar bem dele e já havia feito alguns testes. Um emulador super completo e cheio de funcionalidades. Ainda tentei o PCEjin mas ele por ser mais novo já teve slowdown. O Ootake não, rodou super bem e até mesmo jogo por CDs. Perfeito.

Então segui minha velha fórmula de customização do Windows XP. Usei o JoyToKey para customizar teclas no joystick e AutoHotKey para automatizar a inicialização dos programas necessários e substituir o explorer.exe pelo arquivo de macro. Quando terminei tudo e fui ligar o áudio... Pura tristeza, o jogo estava 100% mas o áudio lento. Só percebi quando joguei R-Type, a gameplay fluída e a música toda arrastada. Conheço bem este jogo e sabia que tinha algo de errado. Quando vi um gameplay no YouTube comprovei o fato de que o driver de áudio do emulador estava mais lento.

Sacramentei com Shinobi, gameplay 100% mas a música 70%. Horas configurando jogadas no lixo.

Como os outros emuladores ou são ruins ou mais pesados, fiquei sem saber o que fazer. Não queira montar uma máquina grande para um console de 16 bits, não fazia sentido.

Foi então que lembrei do primeiro emulador que usei para PC Engine. Um emulador que muita gente torcia o nariz mas sabia que era muito bom, o Magic Engine, LINK
A tela inicial do Magic Engine

O emulador é pago, mas eu o tenho a versão Full a muitos e muitos anos. Faz tempo que não o uso porque não via o porquê mais usar, porém quem guarda sempre tem e lá vai eu desenterrar este emulador. 

Por ser bem antigo a exigência de configuração também é baixa então era meu último recurso para dar certo.
Os requerimentos baixos facilitaram

Cara, foi certeiro, bastou eu iniciar o R-Type e tudo estava OK, velocidade, som, controles, absolutamente perfeito. Depois testei com Shinobi e também funcionou normalmente.

O emulador é tão bom que opera todo pelo joystick, roda CDs mesmo trocando com o emulador aberto e roda 100%

Já está com o fullset do console mas jogos em CD só rodam diretamente pelo drive, o que no meu caso é algo positivo pois eu prefiro.

Para que encontrasse o drive de CD eu usei um arquivo que é velho conhecido de quem usava emuladores nesta era, o WNASPI32.DLL. Precisei dele para que o emulador junto do WinXP detectasse o drive.

O negócio ficou tão legal que se eu retirar o drive USB o emulador funciona numa boa. Se eu sair, ligar o drive e iniciar o emulador ele vai achar normalmente e usar para rodar o disco. Perfeito.

Então esse é o início de uma máquina dedicada ao PC Engine que pode usar um drive de CD a parte para virar um PC Engine CD, agora é pensar nos próximos passos como a carcaça, que claro não vai ficar nesta atual e o controle que tem um ótimo da 8bitdo que deve servir ao meu propósito, resta saber se o WinXP aceita.